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CNH Social? Governo abre consulta pública hoje

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Congresso derrubou veto presidencial e ampliou exigência; confira o que muda para quem vai tirar a primeira habilitação (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

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O Ministério dos Transportes abre nesta quinta-feira (2/10) uma consulta pública para modernizar o processo de obtenção da CNH (Carteira Nacional de Habilitação) e criar uma espécie de CNH Social. A proposta pretende reduzir custos, flexibilizar etapas da formação e ampliar o acesso ao documento, hoje considerado caro para grande parte da população. Uma CNH pode chegar a custar R$ 3,2 mil, valor que mantém milhões de brasileiros fora da legalidade no trânsito.

Segundo o governo, a mudança busca inclusão social e mais segurança viária. Atualmente, estima-se que 20 milhões de pessoas dirijam carros e motos sem habilitação no país.

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Como vai funcionar a consulta pública

A minuta do projeto ficará aberta por 30 dias na plataforma Participa + Brasil.

Qualquer cidadão poderá enviar sugestões.

Depois desse período, o texto seguirá para análise do Conselho Nacional de Trânsito (Contran).

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O que muda na formação de condutores

Abertura do processo: poderá ser feita pelo site da Senatran ou via Carteira Digital de Trânsito (CDT).

Aulas teóricas: o candidato poderá escolher estudar em CFCs, em empresas de ensino a distância (EAD) credenciadas ou diretamente em cursos digitais oferecidos pela Senatran.

Aulas práticas: deixa de ser exigida carga mínima de 20 horas. O candidato poderá treinar em CFCs ou com instrutores autônomos credenciados pelos Detrans.

Categorias C, D e E: processos para caminhoneiros, motoristas de ônibus e condutores de carretas também ficarão mais ágeis e menos burocráticos.

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Quanto deve cair o preço da CNH

De acordo com o Ministério dos Transportes, o custo poderá ser reduzido em até 80%. Ou seja, na teoria, o processo para obtenção da CNH que custaria R$ 3,2 mil passaria a custar R$ 640,00.

A queda virá da flexibilização no ensino teórico (incluindo opções digitais) e do fim da exigência de carga mínima nas aulas práticas. A maior liberdade de escolha tende a estimular a concorrência entre CFCs e instrutores, barateando o processo.

E os Centros de Formação de Condutores?

Os CFCs continuarão funcionando, mas sem o monopólio do processo. Eles poderão oferecer cursos presenciais e online, mantendo espaço para quem preferir aulas mais tradicionais ou suporte completo.

Quem se beneficia

A proposta tem como foco os brasileiros de menor renda. Atualmente, 161 milhões de pessoas estão em idade legal para dirigir, mas muitas não possuem CNH.

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Modelo internacional

Segundo o governo, a proposta se inspira em países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Japão, Paraguai e Uruguai, onde os modelos de formação são mais flexíveis e centrados na autonomia do cidadão.

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Roberth R Costa

Atuo há quase 13 anos com jornalismo digital. Coordenador Multimídia. Rede 98 | 98 News

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