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Tutora recebe injeção de antibiótico veterinário por engano em clínica de Vinhedo (SP) e processa hospital por R$ 52 mil

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A comissão da Câmara aprovou o texto-base da PEC do fim da escala 6×1 (foto: Reprodução/TJSP)

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Uma mulher recebeu uma injeção de antibiótico veterinário no braço durante uma consulta de sua cachorra no Hospital Veterinário PetSon, em Vinhedo, no interior de São Paulo. O caso aconteceu na noite de 13 de janeiro de 2024, quando a tutora levou a cadela Olívia à clínica após o animal apresentar dor intensa em uma das patas. A veterinária responsável aplicou o medicamento no braço da mulher por engano, enquanto a cachorra estava no colo da dona. Agora, a tutora cobra R$ 52.357,18 na Justiça por danos materiais e morais.

O medicamento aplicado

O produto injetado por engano foi o enrofloxacino, um antibiótico de uso exclusivamente veterinário. De acordo com a petição da ação judicial, a própria veterinária admitiu o erro logo após a aplicação e informou à paciente qual era o medicamento.

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Consequências à saúde da vítima

A tutora sentiu dor e ardência imediata no braço após a injeção. Ela precisou buscar atendimento de emergência na Santa Casa de Vinhedo, onde recebeu medicação para conter uma reação alérgica provocada pelo antibiótico veterinário.

Dias depois, a mulher foi encaminhada ao Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde realizou exames complementares e iniciou tratamento com antibióticos e corticoides para tratar um edema que se formou no local da aplicação.

Registro policial e acordo com o Ministério Público

O caso foi registrado na Polícia Civil ainda em janeiro de 2024 como lesão corporal culposa — modalidade em que não há intenção de causar dano. A investigação resultou em um termo circunstanciado, e a veterinária responsável pelo erro firmou acordo com o Ministério Público.

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Pelo acordo, a profissional pagou o valor de um salário mínimo como prestação pecuniária. O acerto, porém, não previu qualquer tipo de indenização direta à vítima.

Ação judicial de R$ 52 mil

Insatisfeita com o desfecho do acordo, a tutora decidiu recorrer à esfera cível. A ação foi protocolada em maio de 2026 na 1ª Vara Cível de Vinhedo, com pedido total de R$ 52.357,18, distribuído da seguinte forma:

  • R$ 2.357,18 referentes a despesas médicas, exames e medicamentos
  • R$ 50.000,00 por danos morais, incluindo dor, abalo emocional e falha na prestação de serviço

O outro lado

A advogada da clínica, Fernanda Marques Jesus Fernandes de Oliveira, afirmou que o episódio foi isolado e que houve acompanhamento e assistência à cliente desde o início do ocorrido. Segundo a defesa, o Hospital Veterinário PetSon atua há mais de 13 anos em Vinhedo sem nenhum registro semelhante.

A advogada também manifestou estranheza pelo fato de a reportagem ter tido acesso às imagens do caso antes mesmo da citação formal da clínica no processo judicial. Até o momento da publicação desta reportagem, o estabelecimento ainda não havia sido formalmente citado nos autos.

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Já o advogado da tutora, Flávio Grossi, lamentou o ocorrido e a necessidade de recorrer ao Judiciário para buscar reparação. Grossi afirmou que as manifestações pertinentes ao caso ocorrerão dentro do processo.

Situação atual

O processo segue em andamento na Justiça de Vinhedo. A clínica ainda não foi citada formalmente nos autos, e nenhuma decisão judicial foi proferida até o momento da publicação, em 26 de maio de 2026.

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Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

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