PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Fux cita incompetência do STF para julgar ação contra Bolsonaro

Siga no

Julgamento entrou no quarto dia (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

Compartilhar matéria

Ao abrir seu voto no julgamento contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira (10/9), o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que não cabe à Corte fazer julgamento político, mas agir com cautela e responsabilidade ao decidir o que é legal sob o ponto de vista criminal. 

“Não compete ao Supremo Tribunal Federal realizar um juízo político do que é bom ou ruim, conveniente ou inconveniente, apropriado ou inapropriado. Compete a este tribunal afirmar o que é constitucional ou inconstitucional, legal ou ilegal”, disse Fux. 

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O ministro acrescentou que “trata-se de missão que exige objetividade, rigor técnico e minimalismo interpretativo. A fim de não se confundir o papel do julgador com o do agente político”. 

“Com a mesma cautela e responsabilidade que orientam a jurisdição constitucional, deve também o Poder Judiciário exercer sua atuação de igual maneira na esfera criminal”, afirmou Fux. 

A Primeira Turma do Supremo retoma nesta quarta, com o voto de Fux, o julgamento sobre uma trama golpista que teria atuado para manter Bolsonaro no poder mesmo com derrota nas eleições de 2022. 

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Fux é o terceiro a votar, depois que os ministros Alexandre de Moraes, relator da ação penal, e o ministro Flávio Dino votaram pela condenação de todos os oito réus pelos cinco crimes imputados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). 

Luiz Fux já indicou que vai divergir em questões preliminares e também sobre o mérito do caso. Entre as divergências está a opinião de que a competência para julgar o caso não é do Supremo, mas da primeira instância da Justiça Federal. O ministro alertou que seu voto será longo. 

Quem são os réus

  • Jair Bolsonaro – ex-presidente da República;
  • Alexandre Ramagem – ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin);
  • Almir Garnier – ex-comandante da Marinha;
  • Anderson Torres – ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno – ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Paulo Sérgio Nogueira – ex-ministro da Defesa;
  • Walter Braga Netto – ex-ministro da Defesa e candidato a vice de Bolsonaro na chapa de 2022;
  • Mauro Cid – ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Crimes 

Todos os réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado pela violência e grave ameaça e deterioração de patrimônio tombado.

A exceção é o caso do ex-diretor da Abin Alexandre Ramagem que, atualmente, é deputado federal. Ele foi beneficiado com a suspensão de parte das acusações e responde somente a três dos cinco crimes. A regra está prevista na Constituição. 

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A suspensão vale para os crimes de dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima e deterioração de patrimônio tombado, relacionados aos atos golpistas de 8 de janeiro. 

Compartilhar matéria

Siga no

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Brasil

Dino pede julgamento virtual extraordinário no STF de ação que põe fim aos penduricalhos

OAB-SP suspende registro profissional de Deolane Bezerra

Caso Americanas: PF deflagra segunda fase da Operação Disclosure

Moradores são retirados de imóveis em Manaus e Belém após terremotos na Venezuela

Receita Federal publica primeira lista de devedores contumazes; entenda quem pode entrar

Telemarketing denuncia precarização e pede regulamentação da profissão em audiência na Câmara

Últimas notícias

Léo Duarte destaca adaptação no Atlético e fala sobre Domínguez: ‘ainda não conversei’

Juliano Lopes diz ter sido ameaçado de expulsão do Podemos por caso Lucas Ganem

Brasil coloca equipes de saúde e insumos à disposição da Venezuela

PGR pede que STF aguarde investigação antes de decidir sobre prisão de Bolsonaro

Léo Duarte revela que conversou com Fred, alvo do Atlético: ‘se dependesse dele, já estaria aqui’

Tarifas dos EUA podem paralisar mais da metade das usinas de ferro-gusa e ameaçar 60 mil empregos em Minas

Haddad define Márcio França como vice e chapa ao Senado com Tebet e Marina

Juliane Massaoka: Quem é a repórter da Globo que quase perdeu o nariz por injeção de PMMA

Fogo amigo expõe tensão no campo político