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Hytalo Santos e marido são condenados a 8 anos de prisão; filha alega racismo

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Influenciador Hytalo Santos foi exposto em vídeo do youtuber Felca por estimular adultização em crianças e adolescentes (Reprodução/Instagram)

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O influenciador Hytalo Santos e seu marido, Israel Vicente, conhecido como Euro, foram condenados a oito anos de prisão pela Justiça da Paraíba nesse sábado (21/2). A decisão em primeira instância os penalizou por aliciamento de menores e exploração de conteúdo com conotação sexual envolvendo adolescentes. O casal está preso preventivamente desde agosto de 2025.

A investigação, conduzida pelo Gaeco, Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, do Ministério Público da Paraíba, apontou que os influenciadores simulavam um “reality show” digital onde adolescentes (chamados de “crias”, “filhas” e “genros”) eram expostos a danças e poses de caráter erótico para gerar lucro nas redes sociais. O juiz fundamentou que, segundo o STJ (Supremo Tribunal de Justiça), a configuração do crime não exige nudez total, bastando o contexto de finalidade sexual.

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Reações e acusações de preconceito

A condenação gerou forte reação entre os familiares e a defesa. Kamyla Maria, conhecida como Kamylinha, influenciadora e filha adotiva deHytalo, usou as redes sociais para afirmar que a decisão é fruto de racismo e homofobia contra o pai.

O advogado de defesa, Sean Kompier Abib, confirmou a sentença, que corre em segredo de Justiça, e emitiu uma dura nota oficial criticando o magistrado. Os principais pontos da defesa são:

A equipe jurídica afirma que a condenação representa a vitória do preconceito contra “um jovem nordestino, negro e homossexual” e estigmatiza o “universo cultural do brega funk”.

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A defesa destacou um trecho da sentença em que o juiz afirma que “não é porque Hytalo é negro e gay assumido, inclusive casado com um homem, que teria personalidade desvirtuada”. Para os advogados, a simples menção a essas características revela o viés da decisão e motivará uma denúncia contra o magistrado no CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

A nota alega que depoimentos das próprias supostas vítimas, que afastariam a tese acusatória, foram ignorados.

Próximos passos

A defesa recorrerá da condenação. Apesar da sentença de primeiro grau, o julgamento de um pedido de habeas corpus em favor dos influenciadores está mantido para esta terça-feira (24) no Tribunal de Justiça da Paraíba. Na semana anterior, o relator, desembargador João Benedito, havia votado pela soltura com medidas cautelares, mas a sessão foi suspensa por um pedido de vista.

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Roberth R Costa

Atuo há quase 13 anos com jornalismo digital. Coordenador Multimídia. Rede 98 | 98 News

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