O sambista e compositor Osvaldo Alves Pereira, o Noca da Portela, morreu neste domingo (17/5), aos 93 anos, no Rio de Janeiro. A morte foi confirmada pela Portela, que decretou três dias de luto em homenagem ao artista. A causa da morte não foi divulgada.
Noca estava internado desde o dia 30 de abril em um hospital no bairro de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, após um quadro de infecção urinária.
O quadro de saúde piorou a partir do dia 9 de maio, após o desenvolvimento de pneumonia durante a internação. Desde o dia 10, ele estava no Centro de Tratamento Intensivo (CTI).
Ainda não há informações sobre velório e sepultamento. O sambista deixa dois filhos, sete netos e três bisnetos.
Legado na Portela e no samba
Nascido em Leopoldina, na Zona da Mata Mineira, Noca mudou-se ainda criança para o Rio. A ligação com a música começou nos estudos de violão e teoria musical na Ordem dos Músicos do Rio de Janeiro.
Nos anos 1960, foi levado para a Portela por Paulinho da Viola. A partir daí, construiu uma trajetória histórica na escola de samba.
Noca integrou o Trio ABC da Portela ao lado de Picolino e Colombo. Também assinou composições que marcaram o samba carioca e foram gravadas por artistas consagrados.
Entre as obras mais conhecidas do artista estão os sambas-enredo Recordar É Viver (1985), Gosto que me Enrosco (1995), Os Olhos da Noite (1998) e ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal (2015).
O sambista venceu sete disputas de samba-enredo na Portela, marca que o coloca entre os maiores vencedores da história da escola.
Além dos sambas-enredo, teve músicas gravadas por nomes como Beth Carvalho e Elza Soares. Entre elas estão “Virada” e “Portela Querida”.
