O DC (Democracia Cristã) confirmou a pré-candidatura do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa à Presidência da República, nesse sábado (16/5). O anúncio substitui o nome de Aldo Rebelo, que reagiu publicamente à decisão e afirmou que manterá sua pré-candidatura.
Relator do julgamento do Mensalão e primeiro negro a presidir o STF, Joaquim Barbosa comandou a Corte entre 2012 e 2014. O jurista mineiro está aposentado do Supremo há cerca de dez anos e atua na advocacia privada desde então.
O nome de Barbosa já havia sido cogitado em disputas presidenciais anteriores. Segundo avaliação interna do DC, o ex-ministro representa uma resposta à crise de confiança nas instituições políticas e no Supremo Tribunal Federal.
Em nota assinada pelo presidente nacional do partido, João Caldas, o DC afirmou que “o povo brasileiro merece um novo capítulo em sua história” e defendeu a candidatura como uma proposta de “reconstrução da confiança do povo brasileiro nas instituições”.
Reação de Aldo Rebelo
Após o anúncio, Aldo Rebelo publicou uma nota nas redes sociais criticando a decisão do partido. Ele classificou a escolha de Joaquim Barbosa como uma “afronta a tudo o que defendo como relações políticas”.
Rebelo também afirmou que a divulgação da candidatura teria sido um “balão de ensaio”, expressão usada para definir informações divulgadas previamente para medir repercussão.
Na nota, o ex-deputado declarou que seguirá no processo eleitoral.
“Candidaturas são projetos coletivos e não de grupos e interesses específicos. Fui escolhido para levar adiante um projeto de união e desenvolvimento do Brasil”, afirmou.
