O depoimento de Fabiano Campos Zettel à Polícia Federal (PF), previsto para as 14h desta quarta-feira (21/10), foi adiado para 29 de outubro. A corporação não informou o motivo da mudança.
A oitiva foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito que investiga o grupo conhecido como “A Turma”, suspeito de monitorar alvos, obter informações sigilosas e intimidar pessoas.
Cunhado do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Zettel é apontado pela PF como operador financeiro do grupo. Segundo os investigadores, ele teria participado de pagamentos ilícitos, da criação de contratos simulados para lavagem de dinheiro e do financiamento de atividades de vigilância.
Zettel foi preso em março, no âmbito das investigações sobre o Banco Master.
Investigação apura quatro núcleos de atuação
Segundo a PF, o grupo investigado tinha uma estrutura de comando e uma rede paralela voltada à obtenção de informações e ao monitoramento de pessoas. Mensagens analisadas pelos investigadores indicariam negociações relacionadas a pagamentos ligados ao esquema.
A investigação identificou quatro frentes de atuação: fraudes contra o sistema financeiro, cooptação de servidores do Banco Central, ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro, além de intimidação e obstrução da Justiça.
A PF também apura acessos antecipados a procedimentos sigilosos do Ministério Público Federal (MPF). O órgão confirmou acessos indevidos a seus sistemas e informou que servidores foram vítimas de ataques de phishing.
