A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou testes com um novo radar de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas. A tecnologia será experimentada em trechos de oito estados, incluindo Minas Gerais. Nesta primeira etapa, a velocidade média registrada pelos equipamentos não poderá, sozinha, gerar multa ou outra penalidade.
A proposta é acompanhar a velocidade dos veículos durante um trecho da rodovia, e não apenas em um ponto específico, como acontece com os radares tradicionais. Os testes vão avaliar o funcionamento dos equipamentos, a confiabilidade dos dados e o comportamento dos motoristas.
Como funciona o radar de velocidade média?
Nos radares tradicionais, a velocidade do veículo é registrada quando ele passa por determinado ponto. No sistema de velocidade média, o motorista é monitorado entre dois pontos da rodovia.
Os equipamentos registram o horário em que o veículo passa pelo primeiro ponto e pelo segundo. Com a distância entre eles e o tempo gasto no percurso, é possível calcular a velocidade média.
A sinalização deverá informar os motoristas sobre a realização dos testes. A tecnologia, portanto, considera o comportamento do veículo durante todo o trecho monitorado.
Onde os radares serão testados?
Os projetos-piloto foram autorizados em trechos de rodovias de oito estados:
- Espírito Santo: BR-101/ES;
- Goiás: BR-414/GO;
- Mato Grosso do Sul: BR-163/MS;
- Minas Gerais: BR-050/MG, BR-381/MG, BR-040/MG e BR-116/MG;
- Paraná: PR-444, PR-862, BR-376/PR, BR-163/PR, BR-277/PR e PR-151;
- Rio de Janeiro: BR-101/RJ, incluindo a Ponte Rio-Niterói, e BR-116/RJ;
- Rio Grande do Sul: BR-386/RS;
- Santa Catarina: BR-101/SC.
Em Minas Gerais, portanto, os testes poderão ocorrer em trechos de quatro rodovias federais: BR-050, BR-381, BR-040 e BR-116.
Um dos experimentos já detalhados pela ANTT fica na BR-101, em Santa Catarina, entre os quilômetros 312 e 315. O teste nesse trecho terá duração de 180 dias, contados a partir da instalação dos equipamentos e do início do monitoramento.
Motoristas poderão ser multados?
Não pela velocidade média registrada durante os projetos-piloto.
Segundo a ANTT, os testes têm caráter técnico, educativo e experimental. Nesta etapa, a velocidade média calculada pelo sistema não poderá ser usada, por si só, para aplicar uma multa.
Uma eventual utilização da tecnologia para fiscalização e aplicação de penalidades dependerá de novas avaliações técnicas, regulatórias e jurídicas, além das autorizações necessárias.
O que a ANTT vai avaliar?
Durante os testes, a Agência vai acompanhar se os equipamentos funcionam corretamente e se os dados obtidos são confiáveis. Também serão analisados o comportamento dos motoristas e o funcionamento da operação.
As concessionárias responsáveis pelos trechos deverão enviar os resultados dos experimentos mensalmente à ANTT. A Agência também poderá pedir informações e relatórios adicionais durante o período de testes.
Os projetos foram autorizados de forma provisória e experimental. A partir dos resultados, a ANTT poderá avaliar os próximos passos para a tecnologia em rodovias concedidas.
