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Radar de velocidade média: entenda como funciona sistema que será testado em MG e outros 7 estados

Por

Larissa Reis

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(Divulgação).

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A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) autorizou testes com um novo radar de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas. A tecnologia será experimentada em trechos de oito estados, incluindo Minas Gerais. Nesta primeira etapa, a velocidade média registrada pelos equipamentos não poderá, sozinha, gerar multa ou outra penalidade.

A proposta é acompanhar a velocidade dos veículos durante um trecho da rodovia, e não apenas em um ponto específico, como acontece com os radares tradicionais. Os testes vão avaliar o funcionamento dos equipamentos, a confiabilidade dos dados e o comportamento dos motoristas.

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Como funciona o radar de velocidade média?

Nos radares tradicionais, a velocidade do veículo é registrada quando ele passa por determinado ponto. No sistema de velocidade média, o motorista é monitorado entre dois pontos da rodovia.

Os equipamentos registram o horário em que o veículo passa pelo primeiro ponto e pelo segundo. Com a distância entre eles e o tempo gasto no percurso, é possível calcular a velocidade média.

A sinalização deverá informar os motoristas sobre a realização dos testes. A tecnologia, portanto, considera o comportamento do veículo durante todo o trecho monitorado.

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Onde os radares serão testados?

Os projetos-piloto foram autorizados em trechos de rodovias de oito estados:

  • Espírito Santo: BR-101/ES;
  • Goiás: BR-414/GO;
  • Mato Grosso do Sul: BR-163/MS;
  • Minas Gerais: BR-050/MG, BR-381/MG, BR-040/MG e BR-116/MG;
  • Paraná: PR-444, PR-862, BR-376/PR, BR-163/PR, BR-277/PR e PR-151;
  • Rio de Janeiro: BR-101/RJ, incluindo a Ponte Rio-Niterói, e BR-116/RJ;
  • Rio Grande do Sul: BR-386/RS;
  • Santa Catarina: BR-101/SC.

Em Minas Gerais, portanto, os testes poderão ocorrer em trechos de quatro rodovias federais: BR-050, BR-381, BR-040 e BR-116.

Um dos experimentos já detalhados pela ANTT fica na BR-101, em Santa Catarina, entre os quilômetros 312 e 315. O teste nesse trecho terá duração de 180 dias, contados a partir da instalação dos equipamentos e do início do monitoramento.

Motoristas poderão ser multados?

Não pela velocidade média registrada durante os projetos-piloto.

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Segundo a ANTT, os testes têm caráter técnico, educativo e experimental. Nesta etapa, a velocidade média calculada pelo sistema não poderá ser usada, por si só, para aplicar uma multa.

Uma eventual utilização da tecnologia para fiscalização e aplicação de penalidades dependerá de novas avaliações técnicas, regulatórias e jurídicas, além das autorizações necessárias.

O que a ANTT vai avaliar?

Durante os testes, a Agência vai acompanhar se os equipamentos funcionam corretamente e se os dados obtidos são confiáveis. Também serão analisados o comportamento dos motoristas e o funcionamento da operação.

As concessionárias responsáveis pelos trechos deverão enviar os resultados dos experimentos mensalmente à ANTT. A Agência também poderá pedir informações e relatórios adicionais durante o período de testes.

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Os projetos foram autorizados de forma provisória e experimental. A partir dos resultados, a ANTT poderá avaliar os próximos passos para a tecnologia em rodovias concedidas.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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