O presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), apresentou um mandado de segurança ao Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a prorrogação dos trabalhos da comissão por pelo menos mais 120 dias. A comissão tem prazo inicial para encerrar suas atividades no fim de março.
Segundo o senador, a medida busca assegurar tempo suficiente para a continuidade das investigações conduzidas pelo colegiado. A CPMI foi criada para apurar irregularidades relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a concessão de empréstimos consignados a aposentados e pensionistas.
Nos últimos dias, decisões do STF também afetaram o andamento das investigações, incluindo determinações que suspenderam quebras de sigilo aprovadas pela comissão e flexibilizaram depoimentos de investigados, incluindo o de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha e do banqueiro Daniel Vorcaro. Parlamentares argumentam que essas medidas têm impactado o ritmo dos trabalhos da CPMI.
A comissão mista reúne deputados e senadores e tem convocado empresários, dirigentes de instituições financeiras e autoridades para prestar esclarecimentos.
Se o pedido apresentado por Viana for aceito pelo STF, a CPMI poderá continuar suas atividades por mais quatro meses.
