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Com impacto bilionário, Senado aprova aposentadoria especial de agentes de saúde

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A aprovação da pauta é vista como resposta a indicação de Jorge Messias ao STF. (foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

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O plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (25/11), por 57 votos a zero, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 185/2024, que regulamenta a aposentadoria de agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate a endemias (ACE). O tema é apontado como uma “pauta-bomba” devido ao possível aumento nas despesas do governo.

O texto segue agora para análise da Câmara dos Deputados. Se passar, vai à sanção presidencial e o governo já sinalizou que pode vetar.

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Com exceção do Novo, todos os partidos orientaram voto favorável, incluindo a bancada do PT, apesar dos alertas da equipe econômica.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) estima que o projeto possa gerar um impacto de R$ 103 bilhões aos municípios, elevando ainda mais o déficit atuarial dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), que já supera R$ 1,1 trilhão. O Ministério da Fazenda ainda não apresentou cálculo oficial, mas já havia sinalizado que, caso o Congresso aprovasse o texto, o governo teria de vetá-lo e possivelmente até judicializar o tema no STF se o veto fosse derrubado.

Entenda o projeto

A aposentadoria especial para as categorias já está prevista na Constituição, após uma emenda de 2022. O PLP, de autoria do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), regulamenta a concessão dos benefícios.

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Entre os principais pontos estão:

  • Aposentadoria integral, com pagamento de 100% da remuneração do momento da concessão;
  • Paridade com servidores ativos, garantindo reajustes iguais;
  • Idade mínima reduzida:
    • Homens: 52 anos + 20 anos de atividade;
    • Mulheres: 50 anos + 20 anos de atividade.
  • Regras alternativas combinando tempo mínimo na função com contribuição em outras atividades;
  • Extensão das regras a dirigentes sindicais licenciados;
  • Garantia de aposentadoria por incapacidade permanente causada por doença profissional;
  • Pensão por morte com integralidade e paridade;
  • Prazo de 120 dias para incorporação das mudanças após a publicação da lei.

Segundo o autor, a proposta se justifica pela exposição frequente dos agentes a condições insalubres e doenças infectocontagiosas. “Esses profissionais têm a saúde deteriorada ao longo do tempo muito mais rapidamente que um cidadão comum”, argumentou Veneziano.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre também defendeu a votação e rebateu críticas de que o projeto se trata de uma “pauta bomba”, citando o Vale-Gás e o Pé-de-Meia como exemplos de projetos de iniciativa do Executivo e apoiados pelo Congresso que não foram enquadrados como bomba fiscal. No caso do programa educacional, ele ressaltou que o benefício custa R$ 12 bilhões por ano, quase R$ 100 bilhões nos próximos oito anos.

“É de se ficar indignado sermos atacados, ofendidos, durante os últimos cinco dias, porque o presidente do Senado estava colocando uma ‘bomba fiscal’ para defender milhares de pessoas que salvam a vida das pessoas”, disse.

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“Queria pedir sensibilidade àqueles atores que estão falando que isso foi agressão ao Estado brasileiro, como ‘bomba fiscal’. Isso foi uma resposta da Casa da Federação do Brasil a milhares de pessoas pobres e que se dedicam todos os dias a salvar as vidas de outros pobres”, continuou Alcolumbre.

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Ludmila Souza

Graduada em jornalismo pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop). É fotógrafa e amante de narrativas visuais.

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