O corpo do escritor Luis Fernando Verissimo começou a ser velado neste sábado (30), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.
Segundo a família, o velório ocorre no salão Júlio de Castilhos da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, no centro de Porto Alegre.
Verissimo morreu na capital gaúcha, após complicações causadas por um caso grave de pneumonia.

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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, decretou três dias de luto oficial no estado.
“O Rio Grande do Sul e o Brasil perdem um dos grandes nomes da literatura nacional, cuja obra marcou gerações de leitores com sacadas inteligentes e um humor peculiar para falar dos nossos desafios como brasileiros. Autor de crônicas inesquecíveis e criador de personagens que se tornaram parte do imaginário brasileiro, Verissimo deixa um legado que permanecerá vivo em suas palavras, sempre atuais e cheias de sensibilidade e humor”, afirmou.
Em postagem nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva exaltou a relevância do romancista, que trilhou trajetória como um dos maiores cronistas do país.
“Dono de múltiplos talentos, cultivou inúmeros leitores em todo o Brasil com suas crônicas, contos, quadrinhos e romances. Criou personagens inesquecíveis, a exemplo do Analista de Bagé, As Cobras e Ed Mort. Sua descrição bem-humorada da sociedade ganhou espaço nas livrarias e na TV, com a Comédia da Vida Privada. E, como poucos, soube usar a ironia para denunciar a ditadura, o autoritarismo e defender a democracia. Eu e Janja deixamos o nosso carinho e solidariedade à viúva Lúcia Veríssimo – e a todos os seus familiares”, afirmou Lula.
Filho do escritor Érico Verissimo, Luis Fernando publicou mais de 80 títulos, entre eles As Mentiras que os Homens Contam, O Popular: Crônicas ou Coisa Parecida, A Grande Mulher Nua e Ed Mort e Outras Histórias.