“Os juros, eles sufocam a indústria, os investimentos ficam praticamente impossíveis de serem feitos e, com isso, você tem problema na geração de trabalho e de riqueza“, alertou Bruno Melo Lima, presidente em exercício da Federação das Indústrias do Estado de Minsa Gerais (FIEMG).
Durante pronunciamento no Dia da Indústria, celebrado nesta quinta-feira (21), o dirigente apresentou uma visão crítica sobre os entraves macroeconômicos que impedem o pleno desenvolvimento do setor produtivo nacional.
Para Lima, o Brasil atravessa um momento de instabilidade, onde diversos fatores negativos se somam, criando um ambiente hostil aos negócios. Entre os principais pontos de atenção elencados pelo presidente em exercício estão:
- Taxas de Juros Elevadas: Apontadas como o principal gargalo, as taxas atuais estariam “sufocando” a capacidade de investimento das fábricas, o que trava a expansão da produção e a oferta de novos postos de trabalho.
- Crise Energética: Lima destacou que problemas no setor de energia elétrica aumentam os custos operacionais e geram incertezas para o planejamento a longo prazo.
- Escala 6 por 1: A discussão sobre a redução da jornada de trabalho também foi citada como um fator que “mexe com o ambiente empresarial” e dificulta o funcionamento cotidiano das indústrias.
- Ambiente de Negócios: O somatório desses efeitos pesa negativamente sobre o funcionamento industrial, tornando o cenário para o empresariado brasileiro “extremamente complexo”.
Dia da Indústria: Homenagens e balanço de gestão no Minascentro
A celebração realizada no Minascentro, em Belo Horizonte, não serviu apenas para a reflexão sobre desafios, mas também para o reconhecimento de lideranças que impulsionam a economia mineira. O evento, que marca uma tradição iniciada em Minas Gerais em 1960, reuniu empresários e autoridades para a entrega de honrarias tradicionais, como a Medalha do Mérito Industrial.
Entre os grandes destaques da noite, Gustavo Werneck, da Gerdau, foi agraciado com o título de Industrial do Ano, enquanto o empresário Ogari de Castro Pacheco, fundador da Cristália, recebeu o Mérito Industrial da CNI. O evento também prestou homenagens a figuras como Reynaldo Passanezi Filho, ex-presidente da Cemig, e Heveraldo Lima de Castro, liderança do setor de panificação em Juiz de Fora. Além das medalhas, a FIEMG aproveitou a oportunidade para apresentar o balanço da gestão Pró-Indústria (2018-2026), reafirmando o compromisso com a inovação e a educação profissional no estado.