PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Desemprego cai para 5,3% com recorde de ocupados, mas inadimplência atinge máxima histórica

Siga no

Taxa de desemprego recua para 5,3% em agosto com recorde de 103,5 milhões de ocupados, aponta IBGE. (Foto: Agência Brasília)

Compartilhar matéria

O mercado de trabalho brasileiro mantém ritmo aquecido, mas revela sinais crescentes de pressão sobre o orçamento das famílias. Dados divulgados nesta terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a taxa de desemprego recuou para 5,3% no trimestre encerrado em agosto.

O indicador representa o menor nível para o período desde o início da série histórica, em 2012. Nesse sentido, o resultado veio em linha com as projeções do mercado e superou o índice do mesmo trimestre de 2025, registrado em 5,6%.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Ao mesmo tempo, o país alcançou o recorde histórico de 103,5 milhões de pessoas ocupadas, impulsionado pelas contratações nos setores da indústria e da construção civil. Contudo, dados do Banco Central apontam que a taxa de inadimplência média nas operações de crédito subiu para 5%, atingindo o maior patamar da série iniciada em 2012.

Contratações formais e massa salarial em alta

No setor privado, o número de empregados com carteira assinada atingiu a máxima de 39,5 milhões de trabalhadores. A população desocupada caiu para 5,8 milhões, registrando recuo de 4,6% em comparação com o trimestre móvel finalizado em maio.

A massa salarial alcançou R$ 385,6 bilhões, o maior valor já apurado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. O montante representa avanço de 1,4% frente ao trimestre anterior e de 4,8% na comparação anual.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Informalidade e cobertura previdenciária

Apesar dos indicadores positivos na formalização, a taxa de informalidade subiu para 37,5% da população ocupada, somando 38,8 milhões de trabalhadores sem carteira assinada ou CNPJ. Esse contingente segue desprovido de garantias trabalhistas tradicionais, como seguro-desemprego e férias remuneradas.

Além disso, a pesquisa apurou que o país bateu recorde no número de contribuintes para a Previdência Social, totalizando 68,5 milhões de pessoas. A proporção indica que 66,2% dos trabalhadores ocupados contribuem para institutos oficiais de previdência.

Por fim, o contingente de trabalhadores desalentados permaneceu estável em 2,4 milhões de pessoas, acumulando queda de 11,9% em um ano. Os números refletem um cenário de expansão da renda total e da ocupação, mas acendem o alerta para o endividamento bancário das famílias.

Compartilhar matéria

Siga no

Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Notícias

Conta de luz terá bandeira verde em outubro, mas consumo exige atenção

Dissídio de greve da Caixa será julgado nesta terça-feira

AGU pede 72 horas ao STF para se manifestar sobre retomada das bets

CNJ cancela R$ 2 bilhões em precatórios emitidos irregularmente contra a União

Governo anuncia multas de até R$ 500 milhões por abusos nos preços dos combustíveis

Nova política de minerais críticos aguarda regulamentação para definir regras no setor

Últimas notícias

Presidente do Flamengo critica fim das bets e ironiza: ‘Pessoal da Argentina está comemorando’

Candidatos ao governo de MG apresentam propostas de moradia

Governo proíbe bets e encerra mercado regulado no Brasil

Brasil negocia 3,8 milhões de toneladas de fertilizantes

Acordo EUA-China pode aumentar pressão sobre agro brasileiro

Juros longos globais sobem e pressionam o Brasil

Ilusão da transparência pode afetar a comunicação no trabalho

Beto Carrero inaugura Vila da Galinha Pintadinha

Cemig e Codemge vão patrocinar times mineiros após fim das Bets, decide Governo de Minas