Mesmo com o orçamento apertado e o alto nível de endividamento das famílias, os brasileiros seguem movimentando o comércio para o Dia das Mães, considerada a principal data do varejo no primeiro semestre.
A expectativa é de que cerca de 127 milhões de consumidores comprem presentes neste ano, movimentando aproximadamente 37 bilhões e 900 milhões de reais na economia do país.
O hábito de deixar as compras para a última hora continua forte. Segundo pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise, 43% das compras devem acontecer na primeira semana de maio, nos dias imediatamente anteriores à celebração.
O levantamento aponta ainda que cerca de 12 milhões e 200 mil brasileiros devem comprar os presentes na última hora, número que representa 10% dos consumidores da data.
Mesmo diante da pressão no bolso, o comércio tenta manter as vendas aquecidas. Segundo a especialista em finanças da CNDL, Merula Borges, os lojistas têm apostado em kits promocionais, combos e descontos para atrair consumidores mais atentos aos preços.
A especialista afirma que o varejo tenta equilibrar preços competitivos e demanda elevada sem estimular um aumento da inadimplência. Ela também alerta para o risco das compras por impulso, principalmente para consumidores que já enfrentam dificuldades financeiras.
A orientação é fazer planejamento antes de sair às compras, evitar parcelamentos além da capacidade de pagamento e priorizar pagamentos à vista, que costumam garantir descontos maiores.
Entre as alternativas para economizar, especialistas também sugerem dividir o presente entre irmãos ou apostar em opções mais simples e personalizadas.
