No Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta sexta-feira (05/6), o ministro do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), João Paulo Capobianco, afirmou que o Brasil voltou a tratar a pauta ambiental como parte da estratégia de desenvolvimento do país.
Em pronunciamento divulgado pelo governo federal, Capobianco destacou a redução do desmatamento, a ampliação de áreas protegidas e a retomada de investimentos em políticas de preservação desde o início de 2023.
“Desde janeiro de 2023, o governo do Brasil voltou a tratar o meio ambiente como indutor do desenvolvimento, não como obstáculo. Assim, estamos mostrando que é possível crescer, gerar emprego e renda sem deixar de proteger nossas florestas, nossas águas e nossa biodiversidade”, afirmou.
Governo destaca queda do desmatamento
Durante o pronunciamento, Capobianco ressaltou a redução dos índices de desmatamento nos principais biomas brasileiros.
“Nos últimos três anos, o desmatamento na Amazônia caiu pela metade. No Cerrado, a redução foi de 32% e, no Pantanal, de 65%”, disse.
Segundo o ministro, a preservação dos biomas também contribui para reduzir a emissão de gases de efeito estufa.
“Ao proteger nossos biomas, salvamos a biodiversidade e evitamos lançar na atmosfera milhões de toneladas de gases de efeito estufa”, afirmou.
Áreas protegidas e territórios reconhecidos
O representante do Ministério do Meio Ambiente também destacou a criação de novas áreas de proteção ambiental e o reconhecimento de territórios indígenas e quilombolas.
“Ampliamos significativamente as áreas protegidas com a criação de mais de uma dezena de novas reservas ambientais e o reconhecimento de terras indígenas e de territórios quilombolas. Somadas, elas equivalem a cerca de cinco milhões de campos de futebol”, declarou.
Fundo Amazônia e fortalecimento dos órgãos ambientais
Capobianco atribuiu parte dos resultados à retomada da cooperação internacional e ao fortalecimento das instituições ambientais.
“Eles só foram possíveis porque voltamos a investir em ciência, em monitoramento e a fortalecer instituições importantíssimas como o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, que foram alvo de tentativa de desmonte em anos anteriores”, afirmou.
O João Paulo também citou a reativação do Fundo Amazônia.
“Depois de quatro anos de exclusão, retomamos o Fundo Amazônia, que agora tem nove países financiadores”, disse.
Preparação para novo El Niño
Durante o balanço, Capobianco afirmou que o governo reforçou as ações de prevenção e combate aos incêndios florestais diante da previsão de um novo fenômeno El Niño.
“Colocamos em campo o maior contingente de brigadistas da nossa história. Aumentamos o número de aeronaves e equipamentos de prevenção e combate e apoiamos os corpos de bombeiros dos estados onde há mais incêndios florestais”, afirmou.
Meio ambiente e economia
Ao encerrar a mensagem, o ministro defendeu que a preservação ambiental também é uma estratégia econômica para o país.
“Hoje, no mundo inteiro, são os critérios ambientais que definem acordos comerciais e abrem as portas dos investimentos. Na contramão dessa tendência, fechar mercados e isolar o país seria um erro”, afirmou.
Capobianco concluiu dizendo que a proteção ambiental é uma responsabilidade com as próximas gerações.
“Proteger as nossas florestas, os nossos rios e a vida de nossas famílias já seria razão suficiente. E é, ao mesmo tempo, uma garantia para o futuro próspero da economia brasileira. Nesse Dia Mundial do Meio Ambiente, renovamos o compromisso de deixar para as próximas gerações um país mais preparado e mais sustentável”, finalizou.