A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) confirmou, nesta quinta-feira (26/2), a identificação de um caso de mpox em Formiga, no Centro-Oeste do estado. Com isso, sobe para cinco o número de registros em Minas neste ano.
Além da ocorrência em Formiga, três casos foram confirmados em Belo Horizonte, nos dias 7 e 29 de janeiro e 24 de fevereiro, e um em Contagem, em 29 de janeiro. Todas as infecções ocorreram em homens com idade entre 30 e 45 anos.
Em nota, a SES-MG afirmou que os infectados evoluem “para cura” e destacou o empenho no “monitoramento permanente do cenário epidemiológico”. Também reforçou a “importância da informação qualificada e da adoção de medidas preventivas”.
Números no país
Dados do Ministério da Saúde apontam que o Brasil já registrou 90 casos confirmados de mpox em 2026. A maioria das ocorrências está em São Paulo, que concentra 62 diagnósticos desde janeiro. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (15), Rondônia (4), Rio Grande do Sul (2), Paraná (1), Distrito Federal (1), além dos cinco em Minas.
Segundo a pasta, predominam quadros leves a moderados da doença e não há registro de óbitos neste ano. Em 2025, o país contabilizou 1.079 casos e duas mortes associadas à mpox.
Sinais e transmissão da mpox
A secretaria mineira informa que os principais sintomas da mpox incluem lesões na pele, aumento de ínguas, febre, dor de cabeça e no corpo, calafrios e fraqueza. “Ao apresentar sintomas, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde para avaliação clínica e informar eventual contato com caso suspeito ou confirmado”, orienta o órgão.
A transmissão ocorre, principalmente, por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais e objetos contaminados. Como forma de prevenção, a SES recomenda evitar contato com pessoas com suspeita ou confirmação da doença. Em situações de cuidado, devem ser utilizados equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras.
Pessoas com suspeita ou diagnóstico confirmado devem permanecer em isolamento até o fim do período de transmissão e não compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas, lençóis e talheres. A secretaria também reforça a importância da higiene frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel.
Tratamento
O tratamento é baseado em suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de complicações. Segundo a SES-MG, a maioria dos casos apresenta “evolução leve ou moderada” e “não há, até o momento, medicamento específico para a doença”.
