A formação de um ciclone extratropical no Sul do Brasil deve dar origem a uma frente fria que vai avançar pelo país nos próximos dias. Em Minas Gerais, o sistema deve provocar aumento de nebulosidade entre domingo (10/5) e segunda-feira e queda nas temperaturas, principalmente a partir de terça-feira.
Segundo a meteorologista Anete Fernandes, do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), os efeitos mais severos ficam concentrados no Sul do país, onde há previsão de chuva intensa e ventos fortes. Em Minas, o impacto será mais moderado.
Ciclone deve afetar principalmente o Sul do país
A meteorologista explica que o ciclone extratropical deve se deslocar para o oceano e pode ganhar características de “ciclone bomba”, fenômeno marcado por uma queda rápida da pressão atmosférica.
“Ele deve se deslocar para o oceano e se transformar no que nós chamamos de ciclone bomba, que é um abaixamento abrupto da pressão no interior desse ciclone”, afirmou.
Segundo Anete, esse sistema deve provocar tempo severo principalmente no Sul. “Isso vai ficar mais para o Sul do país. Então a gente vai ter condição de chuva intensa, rápida, e muitos ventos no Sul do país.”
Frente fria avança e chega a Minas no fim de semana
Embora o ciclone permaneça no oceano, a frente fria associada ao sistema deve avançar pelo continente. A meteorologista reforça que o ciclone não deve trazer complicações diretas para Minas, mas a frente fria vai influenciar o tempo no estado.
“No decorrer do fim de semana, esse sistema avança, a frente fria, não o ciclone. O ciclone fica lá no oceano, ele não vai trazer complicações para o restante do país, é mais para o Rio Grande do Sul mesmo, mas a frente que decorre desse ciclone extratropical vai avançar.”
Em Minas, a previsão é de chuva isolada no Triângulo e no Sul do estado, além de aumento de nebulosidade entre domingo e segunda-feira. “Ela vai trazer chuva isolada apenas para o Triângulo e Sul do estado. Ela deve aumentar a nebulosidade entre domingo e segunda-feira.”
BH deve ter queda nas temperaturas, mas sem frio intenso
Na capital e na região metropolitana, a frente fria deve provocar primeiro uma queda nas temperaturas máximas. A redução prevista é de cerca de 4°C, o suficiente para deixar o tempo mais ameno, mas ainda sem caracterizar frio intenso. “A gente vai ter uma queda inicialmente na temperatura máxima de cerca de 4 graus, que não chega a ser frio”, explicou.
A queda nas mínimas deve ser sentida depois, entre terça e quarta-feira, com manhãs mais frias em Belo Horizonte e na Grande BH. “Ali para terça, quarta-feira, a gente tem uma queda na temperatura mínima e aí um friozinho um pouco mais intenso pela manhã aqui na capital e região metropolitana. Mas ainda não é aquele frio intenso.”
Triângulo e Sul de Minas devem sentir mais os efeitos
As regiões mais afetadas em Minas devem ser o Triângulo Mineiro e o Sul do estado. Segundo o Inmet, a massa de ar frio que vem depois da frente fria deve chegar com mais força nessas áreas.
“Para a gente aqui vai ter uma queda um pouco mais abrupta no Triângulo e Sul do estado. Para a região metropolitana, esse sistema não vai chegar com tanta intensidade.”
A meteorologista explica que a massa de ar frio costuma chegar depois da frente fria e é ela que provoca a queda nas temperaturas mínimas. “A massa de ar frio sempre vem na retaguarda da frente fria. Ela vai declinar as temperaturas mínimas também, mas com mais intensidade no Triângulo e Sul do estado.”
Primeira onda de frio deve ficar fora de Minas
Apesar da mudança no tempo, Anete Fernandes afirma que este ainda não deve ser o primeiro episódio de frio intenso em Minas Gerais. A onda de frio será mais sentida no Sul, em São Paulo e em áreas da região Norte atingidas pela friagem.
“Essa ainda não vai ser a primeira onda. Vai ser a onda de frio para o Sul, o primeiro episódio de frio para o Sul, São Paulo e a primeira friagem para os estados da região Norte, mas não vai conseguir chegar até a gente.”
Para a região metropolitana de Belo Horizonte, a previsão é de refresco nas máximas e queda leve nas mínimas, sem frio rigoroso.
“Para a região metropolitana, a gente vai ter um refresquinho na temperatura máxima, uma queda de 4 graus e depois a temperatura mínima também, uma queda de uns 4 graus, mas não vai chegar a ser aquele frio que a gente espera.”
