PUBLICIDADE
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Funcionária é demitida por justa causa após fazer comentário racista sobre colega

Siga no

Segundo o processo, a trabalhadora foi dispensada após chamar a colega de “Medusa”, em referência ao penteado com tranças afro (Tony Winston/Agência Brasília)

Compartilhar matéria

O Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) manteve a demissão por justa causa de uma funcionária que ofendeu uma colega negra com apelidos racistas no ambiente de trabalho, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro. A decisão foi tomada pela Sexta Turma do tribunal, com relatoria do desembargador Anemar Pereira Amaral, e confirmou a sentença da 6ª Vara do Trabalho da cidade.

Segundo o processo, a trabalhadora foi dispensada após chamar a colega de “Medusa”, em referência ao penteado com tranças afro. O episódio ocorreu durante o expediente, na presença de outras funcionárias que riram da situação. A vítima ficou abalada, chorou e precisou de atendimento da técnica de segurança do trabalho, que confirmou seu estado emocional.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Nos autos, a empresa comprovou que realiza treinamentos sobre respeito, assédio e discriminação, dos quais a funcionária participou, e que outras pessoas envolvidas na ofensa receberam a mesma punição.

Ao analisar o caso, o relator destacou que a demissão por justa causa exige provas da falta cometida e que a conduta deve ser grave o suficiente para romper a confiança entre empregado e empregador. No entendimento do magistrado, a atitude da trabalhadora configurou ato racista e ofensa à honra da colega, o que pode inclusive ser enquadrado como injúria racial, crime previsto no Código Penal Brasileiro.

“Ficou comprovado que a autora proferiu palavras de cunho racista em razão do penteado da colega, o que caracteriza ofensa grave. Nesse contexto, a dispensa por justa causa foi proporcional e devidamente fundamentada”, afirmou o desembargador. Ele reforçou que “atos de racismo, dentro ou fora do ambiente de trabalho, são repugnantes e devem ser combatidos”.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O magistrado também mencionou o Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial, lançado em 2024 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O documento orienta magistrados a considerar o contexto histórico e social do racismo no país, de modo a promover decisões mais justas e igualitárias.

Com base nas provas apresentadas, os julgadores mantiveram a demissão e negaram o pedido de indenização por danos morais feito pela trabalhadora. A decisão reforça que o rompimento do contrato de trabalho, nesse caso, foi uma medida legítima e proporcional, em defesa da dignidade e do respeito no ambiente profissional. O processo foi encerrado definitivamente.

Compartilhar matéria

Siga no

Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Minas Gerais

Privatização da Copasa vai a 2° turno na ALMG nesta quarta-feira

Empresário é preso em Minas suspeito de simular acidente para ocultar assassinato da mulher

Polícia Civil prende mulher por venda ilegal de canetas emagrecedoras em Minas

Latam amplia frequência de voos entre Minas Gerais e São Paulo em 2026

Policial penal é condenada por facilitar entrada de celulares em presídio da Zona da Mata

98 News está entre os finalistas do Prêmio CDL/BH de Jornalismo

Últimas notícias

Não chegue de mãos vazias nas festas de fim de ano; a Marília de Dirceu tem tortas e doces a pronta entrega

CBF divulga tabela completa do Atlético no Campeonato Brasileiro de 2026

CBF divulga tabela completa do Cruzeiro no Campeonato Brasileiro de 2026

Resenha 98: veja os ganhadores do sorteio para jogar com nossos craques

Brasil realiza 1º lançamento comercial de foguete em Alcântara nesta quarta

Presidente do Talleres desmente negociações com o Atlético por Galarza

Ex-deputado estadual TH Jóias será transferido para presídio federal

Trama golpista: por unanimidade, STF condena mais cinco réus e absolve um

Brasil perde bilhões em royalties da mineração com falhas na fiscalização