Minas Gerais ampliou nos últimos anos a carteira de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs) voltadas à infraestrutura e atingiu o maior volume de investimentos já registrado no setor no estado. Segundo dados divulgados pelo Governo de Minas, os contratos e projetos em andamento somam cerca de R$ 26,4 bilhões em investimentos previstos.
Atualmente, Minas possui 25 contratos de concessão e PPPs em áreas como rodovias, aeroportos, balsas, terminais rodoviários, saúde, sistema socioeducativo, parques estaduais e equipamentos esportivos. De acordo com o governo estadual, até 2018 eram 11 contratos ativos, o que representa um crescimento superior a 120% no número de projetos.
Entre os empreendimentos citados pelo Executivo mineiro estão o lote rodoviário Via Liberdade, voltado ao acesso às cidades históricas de Ouro Preto e Mariana, além da PPP do Complexo de Saúde Hospitalar Padre Eustáquio (HoPE) e da concessão do transporte por balsas no Lago de Furnas.
Outro projeto em andamento é o Rodoanel da Região Metropolitana de Belo Horizonte, que segue em fase de licenciamento ambiental. A proposta prevê a retirada de parte do tráfego pesado da RMBH e a ligação entre corredores logísticos importantes para o estado.
Na área de mobilidade urbana, o governo também destaca o avanço das obras da Linha 2 do Metrô da Região Metropolitana de Belo Horizonte, dentro do modelo de concessão do sistema metroviário.
O crescimento da carteira de projetos levou ainda à criação, em 2025, da Agência Reguladora de Transportes do Estado de Minas Gerais (Artemig), responsável pela fiscalização e regulação de concessões nas áreas rodoviária, ferroviária, aeroportuária e hidroviária.
Segundo o secretário estadual de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno, o objetivo é ampliar investimentos e garantir maior previsibilidade aos contratos. Em nota divulgada pelo governo, ele afirmou que o estado vive “o maior ciclo de concessões da sua história”, com foco em expansão da infraestrutura e melhoria dos serviços.
O pacote também inclui iniciativas tecnológicas, como sistemas de monitoramento e o modelo de pedágio eletrônico “free flow”, já utilizado em trechos do Sul de Minas. O sistema permite a cobrança automática sem necessidade de praças físicas de pedágio.
