Sem previsão de financiamento e com o projeto ainda a ser aprovado pelo Departamento de Estradas de Rodagem, a pavimentação da LMG-744 continua distante. O trecho sem asfalto da rodovia, no Vale do Rio Doce, voltou a ser debatido na Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Hoje, o principal problema é que a obra ainda não tem garantia de financiamento e o projeto segue em análise no DER-MG. Segundo o gerente de Obras de Construção do órgão, Leandro Carvalho, a expectativa é que a obra tenha a licença para começar só daqui a um ano, em meados de 2027.
“No final de agosto a gente pretende aprovar esse projeto. Feito isso, a gente faz um orçamento para ver quanto custa essa obra. A gente estipula, mais ou menos, uma obra na casa de 70 milhões. Tem também o estudo ambiental. Finalizado, a gente passa para o IEF. Pela nossa experiência, o IEF está demorando por volta de 6 a 7 meses para análise desse estudo. Depois, a gente passa para a FEAM que demora, normalmente, três meses para a aprovação. Por isso, a gente estipula de nove a dez meses para ter a licença de início de obra”, explicou.
O deputado estadual Leleco Pimentel, do PT, afirmou que o problema afeta os moradores da região, que reúne cerca de 18 mil habitantes e dependem da rodovia para acesso a serviços básicos.
“O escoamento agrícola é um dos principais motores da região, por isso, caminhões que não passam na lama, produção perdida, prejuízo direto para agricultor e para agricultora familiar. No transporte escolar, as crianças chegam atrasadas ou não chegam. As pessoas vão perdendo a esperança, nem querem mais estudar. No acesso à saúde, as ambulâncias atrasam, pacientes em risco, urgência de virar tragédia no trecho sem terra. Às vezes é mais perigoso pegar a estrada para procurar socorro e, às vezes, nem se chega médico”, afirmou o político.
Em 2023, nove quilômetros da rodovia receberam pavimentação, mas pouco tempo depois já precisaram passar por obras de recuperação.
Além de conectar municípios do Vale do Rio Doce, a LMG-744 também funciona como rota de ligação para o Sul da Bahia, Espírito Santo e Norte do Rio de Janeiro. Sem o trecho pavimentado, o desvio por vias asfaltadas aumenta o percurso em mais de 200 quilômetros.
