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Minas reinaugura fábrica de soros da Funed e Fundação vai produzir 40% de todo insumo do Brasil

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Foto: Guilherme Alves / Rádio 98

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Governo de Minas Gerais reinaugurou, nesta terça-feira (25), a Fábrica de Produção de Soros Hiperimunes, da Fundação Ezequiel Dias (Funed), para o combate dos envenenamentos por animais peçonhentos no Brasil. Por muito tempo, a Funed foi referência no país na fabricação do soro, mas desde 2016 está com a sua fábrica fechada.

Na época, o Governo de Fernando Pimentel (PT), decidiu por fechar a fábrica para a realização de uma reforma. Inicialmente, os trabalhos durariam três meses, mas desde então a Fundação não conseguiu reabrir a fábrica para a produção do insumos por inúmeros problemas, de contratuais a irregularidades de normas legais.

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Fundada em 1907, a Funed começou a produzir soros em 1935 e se tornou referência em Minas e no Brasil. Na década de 1980, chegou a produzir 150 mil ampolas para distribuição. Sem seu funcionamento, o Brasil perdeu um grande aliado no combate aos envenenamentos por animais peçonhentos e sua reabertura foi comemorada pelo governador Romeu Zema, que participou da solenidade em que a Rede 98 esteve presente.

“É um momento importantíssimo para Minas Gerais, para Funed depois de 9 anos de produção interrompida. Era previsto uma interrupção de apenas 3 meses para manutenção e o problema foi se arrastando ano após ano. E nós estamos tendo aqui hoje essa felicidade, satisfação de iniciarmos novamente a produção de soro que vai atender não só Minas Gerais como todo o Brasil e até mesmo países da América Latina que precisam desse soro para salvar vidas”, disse Romeu Zema.

Funed vai produzir de 30 a 40% de todo o soro do Brasil

Com a reabertura, a ideia é que a Fundação Ezequiel Dias volte a ser referência e ajude a salvar vidas no Brasil e em toda a América Latina. Segundo o presidente Felipe Attiê, só a Fundação Ezequiel Dias vai produzir de 30% a 40% de toda a produção de soro do Brasil. A expectativa para esse ano é que sejam entregues em torno de 36 mil ampolas com o soro. Já para o ano que vem o objetivo é ultrapassar 100 mil.

Como destaca o secretário de Estado de Saúde, Fabio Bacheretti, envenenamentos por animais peçonhentos é um problema de saúde pública. Para se ter ideia, na última atualização do Ministério da Saúde, em 2023 mais de 340 mil pessoas foram picadas por animais peçonhentos. Desse total, 451 morreram.

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Além disso, produzir soro não é rentável, a despesa é sempre maior. No entanto, o secretário destacou que caso não tomassem essa decisão, o Brasil corria sérios riscos de ficar sem o medicamento num futuro próximo.

“A decisão do governo de Minas em resgatar a Funed é a percepção a médio e longo prazo que ninguém mais vai conseguir produzir soro. Então nós tomamos a decisão estratégica para a gente não depender de ninguém e fornecer a todo o Brasil, e não só o Brasil, o Fundo Soberano da Organização Pan-Americana de Saúde quer também este soro para toda América Latina, que são países amazônicos em especial. Nós tomamos uma decisão estratégica. Não é lucrativo fazer soro, gente. É uma despesa muito maior que a receita, mas nós temos que assumir esse compromisso”, afirmou o secretário.

A produção dos soros para este ano já começou, mas a tendência é que eles sejam entregues no segundo semestre. De acordo com o presidente da Funed, a fundação recebeu pouco mais de 20 cavalos da Polícia Militar. Agora, será extraído o plasma do animal vacinado com o antígeno específico para, posteriormente, realizar a produção.

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Guilherme Alves

Jornalista formado pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Atualmente repórter da Rede 98, CNN Esportes e Versus Esporte. Produtor na CazéTV. Colunista do Portal 1921. Com passagens por TV Band Minas e Rádio Transamérica.

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