A empresária paraguaia Dalia López foi presa em Assunção, no Paraguai, após quase seis anos foragida. A prisão ocorreu nessa quinta-feira (2/4) em uma residência onde, segundo autoridades paraguaias, ela vivia sem sair há um longo período.
Dalia é apontada como uma das principais envolvidas no caso que levou à prisão do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e de seu irmão, Roberto de Assis Moreira, em 2020. Na ocasião, ambos foram detidos ao entrarem no Paraguai com documentos de identidade falso. Incialmente eles foram detidos e, posteriormente, cumpriram prisão domiciliar em um hotel de luxo, sendo liberados após o pagamento de multas e acordos judiciais.
De acordo com a polícia paraguaia, a empresária é investigada por crimes como falsificação de documentos públicos, associação criminosa e outros delitos relacionados. Durante a operação que resultou em sua captura, os agentes apreenderam aproximadamente U$ 220 mil e 330 milhões de guaranis em espécie, além de celulares, tablets e um notebook.
As investigações apontam que Dalia López teria liderado uma organização criminosa que movimentou mais de U$ 400 milhões entre 2015 e 2020. O grupo é suspeito de atuar com empresas de fachada, lavagem de dinheiro e evasão fiscal.
Ainda segundo apurações, a empresária teria criado rapidamente uma fundação beneficente voltada a crianças e convidado Ronaldinho Gaúcho para atuar como figura pública da iniciativa. Esse convite teria motivado a viagem do ex-jogador ao Paraguai, culminando no episódio que ganhou repercussão internacional.
