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Vigilância dos EUA alerta para consumo de camarões contaminados com Césio-137

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A FDA detectou a substância em uma remessa de camarões empanados importada de uma empresa da Indonésia (Foto ilustrativa: Pixabay)

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A Food and Drug Administration (FDA), ou Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos, alertou a população para o consumo de camarões congelados que podem estar contaminados com o elemento químico radioativo Césio-137.

O órgão de vigilância norte-americano informou que detectou a presença de Césio-137 em uma única remessa de camarão empanado congelado importado da PT. Bahari Makmur Sejati, empresa da Indonésia. Essa remessa não entrou no comércio dos EUA.

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Ainda de acordo com órgão, a substância foi encontrada em um nível baixo, que não causa risco agudo aos consumidores.

“Evitar produtos como a remessa testada pela FDA com níveis semelhantes de Césio-137 é uma medida destinada a reduzir a exposição à radiação de baixa intensidade, que pode ter impactos na saúde com a exposição contínua por um longo período”, informou.

O principal efeito preocupante para a saúde após exposição prolongada e repetida a baixas doses, como através do consumo prolongado de alimentos ou água contaminados, é o aumento do risco de câncer, resultante de danos ao DNA das células vivas do corpo.

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“A FDA continuará trabalhando com a indústria para rastrear todos os produtos envolvidos, processados pela PT. Bahari Makmur Sejati, ao longo da cadeia de suprimentos, a fim de coletar o máximo de informações possível sobre eles e tomar as medidas cabíveis”, acrescentou o órgão.

Césio-137 em Goiânia

O maior acidente radiológico do Brasil tem relação com o Césio-137, substância encontrada em uma remessa de camarão congelado nos Estados Unidos.

Em 13 de setembro de 1987, dois catadores de lixo de Goiânia encontraram um aparelho nos escombros de um antigo hospital e, depois de arrombarem a cápsula, expuseram o Césio-137, um pó branco que emitia um brilho azul quando colocado no escuro.

Por ser considerado algo sobrenatural, causando encantamento, o elemento radioativo foi passado de mão em mão, contaminando o ar e centenas de moradores da capital goiana. Ao todo, quatro pessoas morreram, entre elas uma criança.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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