O Consulado-Geral do Brasil em Lisboa confirmou, nessa segunda-feira (5/1), ter recebido o passaporte de Eliza Samudio, modelo assassinada em 2010. O documento, que estava desaparecido há anos, foi localizado dentro de um apartamento em Portugal e entregue às autoridades diplomáticas na última sexta-feira (2).
A confirmação oficial do passaporte de Eliza Samudio encontrado em Portugal reacendeu o interesse público sobre um dos crimes mais notórios do país. Segundo informações preliminares, o documento estava guardado em uma estante de livros e registra uma entrada em solo europeu no ano de 2007, três anos antes do desaparecimento da modelo, sem registro oficial de saída.
O Consulado informou que já realizou uma consulta oficial ao Itamaraty, em Brasília, para definir a destinação do documento e os próximos passos legais.
Reação da família
A notícia gerou impacto imediato entre os familiares. Arlie Moura, irmão de Eliza, declarou acreditar na autenticidade do documento após ver imagens divulgadas pela imprensa, citando a compatibilidade dos dados.
Já a mãe da modelo, Sônia Moura, responsável pela criação do neto Bruninho (filho de Eliza com o goleiro Bruno), reagiu com cautela. Através de sua defesa, a família classificou a repercussão e as especulações de que Eliza Samudio pode estar viva como “cruéis”, reiterando que não há dúvidas jurídicas ou factuais sobre a morte da modelo em 2010.
Entenda o caso
Para quem busca saber quando Eliza Samudio desapareceu, o crime ocorreu em junho de 2010. A modelo cobrava o reconhecimento da paternidade de seu filho com o goleiro Bruno Fernandes. Ela foi sequestrada, levada para um sítio em Minas Gerais e assassinada.
O goleiro Bruno foi condenado a mais de 22 anos de prisão como mandante do crime. O corpo da vítima nunca foi encontrado, o que historicamente alimenta teorias da conspiração, embora a Justiça tenha dado o caso como homicídio consumado.
