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Custo da energia elétrica no Brasil encarece produtos e freia a indústria, alerta FIEMG

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Sérgio Pataca, da FIEMG, explica no Meio-Dia em Pauta como o custo da energia elétrica no Brasil encarece produtos e impacta a conta. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil e Reprodução/98 News)

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O custo elevado da energia elétrica e a proliferação de subsídios no setor continuam impondo sérios entraves ao crescimento da indústria e ao orçamento das famílias brasileiras. Diante da proximidade de novos leilões de geração e transmissão, especialistas alertam para a urgência de incluir o debate energético no centro das políticas públicas do país.

Em entrevista ao programa Meio-Dia em Pauta, o coordenador de Energia da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), Sérgio Pataca, destacou que o consumidor paga pela eletricidade duas vezes. Além da fatura mensal cobrada pelas distribuidoras, os custos do insumo são repassados diretamente ao preço final dos produtos de consumo diário.

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“Num estudo que a Associação Brasileira dos Grandes Consumidores fez, numeram-se os impactos diretos nos produtos. Só no pão de cada dia, quase um terço é energia; no caderno, chega a 40%; e no material de construção, vidros e esquadrias, chega a até 60% com eletricidade e gás”, exemplificou o especialista.

Impacto dos subsídios e gargalos estruturais

Nesse contexto, a expansão de fontes renováveis descentralizadas promoveu o desenvolvimento regional nas últimas décadas, mas também gerou novos desafios de transmissão e elevou o peso dos encargos setoriais cobrados da população.

“O Brasil tem a energia barata por ter fontes renováveis antigas e robustas, mas a conta é cara porque envolve a questão tributária e os subsídios incluídos pelo Executivo e pelo Legislativo. A CDE representava cerca de 5% na conta de energia dos brasileiros em 2020 e hoje chega a 22% na fatura da Cemig”, revelou o coordenador da FIEMG.

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A falta de transparência sobre os encargos embutidos nas tarifas, entretanto, dificulta a fiscalização e impede que a sociedade avalie a real eficiência desses incentivos.

“O primeiro passo para desarmar essa bomba é travar a inclusão de novos custos na CDE e transferir essa conta para o Tesouro Nacional. Lá ela vai ser auditada, verificada em sua eficiência e aprovada anualmente nas leis orçamentárias”, concluiu, portanto, Sérgio Pataca.

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Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

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