PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

PL Antifacção: Derrite defende ‘texto duro’ e marco legal contra o crime organizado

Siga no

Deputado teve de explicar projeto após repercussão negativa sobre mudanças na atuação da PF (Lula Marques/Agência Brasil)

Compartilhar matéria

O relator do projeto de lei Antifacção, deputado Guilherme Derrite (PP-SP), afirmou que não abrirá mão de manter um “texto duro” no novo marco legal do combate ao crime organizado. Segundo ele, o foco da proposta é fortalecer o poder do Estado para punir líderes e membros de facções, e não discutir conflitos de competência entre forças policiais.

“Se o problema está no conflito de competência da Polícia Federal e numa discussão sobre soberania nacional, a gente está discutindo o que não é o mais importante. O que mais interessa é o domínio do território e a falta de poder que o Estado tem hoje para punir adequadamente os criminosos”, defendeu Derrite.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

De acordo com o relator, o texto propõe penas de 20 a 40 anos de prisão para integrantes de organizações criminosas — mais severas do que as da Lei de Terrorismo, que prevê de 12 a 30 anos. “Nós vamos manter um texto duro. Eu não abro mão desse marco legal do combate ao crime organizado”, destacou.

O projeto também prevê a criação de um Banco Nacional de Membros de Organizações Criminosas, com prazo de 180 dias para ser implementado. Além disso, os estados deverão instituir bancos de dados próprios e garantir a interoperabilidade entre os sistemas de inteligência das polícias.

“O que isso significa é livre comunicação e integração dos serviços de inteligência no combate ao crime organizado”, explicou o deputado.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O PL Antifacção é tratado como uma das principais medidas do governo para atualizar o arcabouço legal brasileiro no combate ao crime organizado. Na noite de ontem (10/11), o substitutivo apresentado por Derrite foi criticado pela Polícia Federal por apresentar “risco real de enfraquecimento” da instituição, na visão dela própria. Nesta terça, após repercussão na Câmara, o texto foi alterado.

Compartilhar matéria

Siga no

Thiago Cândido

Jornalista pela UFMG. Repórter na 98 desde 2025. Participou de reportagens vencedoras do Prêmio CDL/BH de Jornalismo 2024 e Prêmio Mercantil de Jornalismo 2025.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Notícias

Novo-SC desconvida Zema de encontro estadual e ameaça se opor à candidatura

Lula declara apoio a João Campos na disputa pelo governo de Pernambuco

Justiça arquiva processo contra jornalista perseguido por Zambelli

Lula declara apoio a adversário do pai de Hugo Motta ao senado na Paraíba

Moraes pede vista em julgamento que desconta período de recolhimento domiciliar da pena final

Sisu+ 2026: inscrições para vagas do 2º semestre abrem nesta segunda

Últimas notícias

Prefeitura de BH abre concurso para professores com 112 vagas e salário de R$ 3,6 mil

Uruguai sai atrás, mas busca empate com a Arábia Saudita na estreia da Copa

Agência de BH lança marca voltada à assessoria de imprensa em meio a mudanças no jornalismo

Israel bombardeia Líbano após anúncio de acordo entre Irã e EUA

A Pátria de Chuteiras: Panem et Circenses

Neymar perde novo treino e deve ficar de fora de Brasil x Haiti 

PGR rejeita segunda proposta de delação de Daniel Vorcaro

Cruzeiro encaminha empréstimo de meio-campista para clube da Série A

Câmara deve votar nesta semana projeto que criminaliza a misoginia