A mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina passará de 30% para 32% a partir da próxima quarta-feira (24/6), segundo anunciou o vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. A mudança deverá ser analisada e aprovada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).
O anúncio foi feito neste sábado (20/6), durante agenda em Dom Aquino (MT), onde Alckmin participou da entrega da primeira etapa da Ferrovia Estadual Senador Vicente Emílio Vuolo e do Terminal da BR-070.
Governo aposta em gasolina mais barata
Segundo o vice-presidente, o aumento da participação do etanol na gasolina deverá reduzir o preço pago pelos consumidores, além de ampliar o uso de combustíveis renováveis no país.
“Na quarta-feira, passa para 32% de etanol. Isso ajuda a gasolina a ficar mais barata, polui menos o meio ambiente e estimula a agricultura e a agroindústria”, afirmou Alckmin durante o evento.
De acordo com o governo federal, a ampliação da mistura também reduz a necessidade de importação de gasolina. A estimativa é de uma economia de aproximadamente 500 milhões de litros por mês, volume suficiente para tornar o Brasil autossuficiente no abastecimento do combustível.
Medida faz parte da política de combustíveis renováveis
O aumento integra as ações previstas na Lei do Combustível do Futuro, criada para ampliar o uso de fontes renováveis de energia e reduzir as emissões de gases de efeito estufa no setor de transportes. Em agosto de 2025, o percentual obrigatório de etanol na gasolina já havia sido elevado de 27,5% para os atuais 30%.
A expectativa do setor de biocombustíveis é que a nova mudança fortaleça a produção nacional, especialmente do etanol de milho, cuja participação tem crescido nos últimos anos.
Alckmin também cita exportação de carne
Durante o evento, o vice-presidente afirmou que o governo também pretende intensificar as negociações para ampliar as exportações brasileiras de carne bovina.
Segundo ele, após o reconhecimento da China de que o Brasil está livre da febre aftosa para fins comerciais, o governo buscará resolver pendências com a União Europeia.
“Vamos trabalhar para equacionar a questão da carne com a Europa. Temos até setembro para esclarecer essas questões e ampliar as exportações”, declarou.
Alckmin também afirmou que o governo continuará negociando temas comerciais com os Estados Unidos.