O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), admitiu nesta segunda-feira (01/6), em Belo Horizonte, que a apresentadora e deputada federal Silvia Abravanel é um dos nomes considerados pelo partido para compor a chapa presidencial de 2026.
Questionado sobre a possibilidade durante coletiva de imprensa, Caiado elogiou o perfil da parlamentar e afirmou que o tema será discutido pela direção nacional do PSD nos próximos dias.
“Sem dúvida o nome dela é um nome forte, uma mulher que tem hoje uma capacidade de poder falar para milhões de brasileiros. Então você tem um próprio programa e isso faz com que ela seja como é hoje uma deputada federal eleita”, afirmou.
Apesar do elogio, o governador ressaltou que a definição sobre a vice-presidência ainda não foi tomada.
“Tudo isso vai entrar na pauta da nossa reunião do dia 8, na segunda-feira, que nós faremos lá em São Paulo”, completou.
PSD discute composição da chapa presidencial
Durante a entrevista, Caiado também comentou as especulações envolvendo o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, como possível vice em uma chapa “puro-sangue” do partido.
Segundo ele, a prioridade neste momento é fortalecer os palanques estaduais e ampliar a presença da pré-campanha pelo país antes de definir a composição da chapa.
“Qual é a preocupação nossa neste momento? É ampliar o conhecimento, é chegar, debater os temas relevantes, é realmente fazer com que a população entenda a necessidade do Brasil bater o Lula na eleição e mudar totalmente a conduta de gestão do país. Os outros temas serão acrescidos à campanha no decorrer da campanha”, declarou.
Minas é prioridade na estratégia eleitoral
Caiado voltou a destacar a importância de Minas Gerais para a disputa presidencial e afirmou que pretende ampliar ainda mais sua agenda no estado nos próximos meses.
“Eu acredito nisso 100%, sabia? Então é por isso que eu tenho sido assíduo aqui em Minas Gerais”, disse ao comentar a máxima política de que quem vence em Minas costuma vencer a eleição presidencial.
O governador citou uma série de visitas recentes a cidades mineiras e afirmou que continuará percorrendo diferentes regiões do estado.
“É o que nós fizemos em Muriaé, é o que nós fizemos em São Sebastião do Paraíso, Guaxupé, Uberlândia, Uberaba. Amanhã estaremos em Governador Valadares e já temos outras cidades projetadas. Vamos gradualmente falando com Minas Gerais”, afirmou.
Caiado defende união da direita no segundo turno
Durante a coletiva, Caiado afirmou que tem trabalhado para evitar desgastes entre os nomes da direita que disputam espaço na corrida presidencial. Segundo ele, o principal objetivo é garantir que o grupo chegue unido ao segundo turno.
“O que tem mais me preocupado neste momento é que nós temos que chegar com um grau de convivência pacífica e harmoniosa entre nós. Se nós começarmos a nos dispersar, não vamos ter bom resultado no segundo turno. Quem mais quer nos ver divididos é o PT”, afirmou.
O governador revelou que conversou recentemente com Romeu Zema e disse que o encontro teve como foco justamente a construção de um ambiente de respeito entre os pré-candidatos.
“A tônica principal foi nós podermos construir uma política de harmonização do nosso discurso para que aquele que chegar ao segundo turno tenha o apoio dos demais. O que nós não podemos é criar qualquer grau de desarmonia para que não tenhamos todos unidos já que o segundo turno são só 21 dias”, disse.
Caiado também afirmou que a escolha do nome que representará a direita em uma eventual disputa contra Lula deve ficar nas mãos do eleitor.
“O eleitor vai decidir. Daqui a pouco nós vamos estar debatendo, formulando perguntas um para o outro. Aí o eleitor olha e fala: esse aqui bateu comigo, eu concordo mais com as teses dele. Isso é da democracia. Cada um com seu mérito chega ao segundo turno e vai buscar o apoio dos demais”, declarou.
Segundo o governador, as pesquisas já mostram que há espaço para um candidato de oposição derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas isso dependerá da capacidade de articulação do campo conservador.
“O que nós não podemos, repito, é desagregar esse entendimento. O Lula não chega ao segundo turno com facilidade. O que nós precisamos é estar preparados para apoiar aquele que for escolhido pelo eleitor”, concluiu.