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Com políticas de integração, Áurea Carolina fala sobre candidatura à PBH

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A Rádio 98 continua nesta quarta-feira (4) a série de entrevistas com os candidatos à Prefeitura de Belo Horizonte. A terceira convidada foi a candidata Áurea Carolina, do PSOL.

Em sua entrevista, Áurea enfatizou a necessidade do debate e de se fazer políticas de integração em diversos campos, como na saúde e no transporte. Veja alguns dos principais pontos destacados pela candidata:

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Sobre a união das esquerdas:

  • “Fizemos várias conversas tentando fechar uma frente ampla de Esquerda. Estamos trabalhando, apresentando várias candidaturas. Nossa candidatura é a mais forte entre as esquerdas, de combater a Extrema-Direita e o Bolsonarismo.”

Sobre deixar o mandato de deputada:

  • “A minha chegada em Brasília significaria mais um espaço de atuação parlamentar. Hoje temos mais de nós nos espaços de poder, e é isso que queremos continuar conseguindo.”

Sobre a tarifa de ônibus:

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  • “Precisamos aplicar o que está estritamente previsto no contrato, o que poderá reduzir a passagem abaixo de 4 reais. Reduzir a tarifa, aumentar a frota e melhorar os espaços dos ônibus são coisas muito factíveis, e que nunca foram feitas para a nossa cidade.”

Sobre o metrô:

  • “Do que é de competência de prefeitura, [abordo] a requalificação das estações do metrô. Ter uma requalificação urbana, os bicicletários, vai melhorar muito a qualidade de vida em Belo Horizonte.”

Sobre taxar os aplicativos:

  • “Hoje em BH não há uma regulamentação, uma taxação dessas empresas. [Deve ser] uma taxação à altura do impacto que essas empresas causam. É preciso melhorar essas condições de trabalho e fazer com que essas empresas deixem algo para Belo Horizonte para que a gente possa melhorar políticas urbanas e de mobilidade.”

Sobre os cobradores:

  • “Quantos motoristas têm adoecido. A gente precisa dessa parceria do trocador com os motoristas. Com essa crise que a gente está não podemos sair cortando posto de trabalho.”

Sobre a caixa-preta da BHTrans:

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  • “A auditoria dessas empresas é algo que a gente já tem feito, inclusive com o Movimento Tarifa Zero. É a partir desse levantamento que a gente tem embasado as nossas colocações de que é possível mudar e incrementar a mobilidade na nossa cidade.”

Sobre integração metropolitana:

  • “A gente precisa ter um bilhete único na RMBH. Não dá pra ter um cartão pra Ribeirão das Neves, um pra Contagem, um pra Belo Horizonte.”

Sobre saúde na pandemia:

  • “Temos um SUS bastante robusto, em comparação com outras capitais do Brasil. Isso não é fruto da atual gestão, e sim da organização histórica dos movimentos em defesa da Saúde Integral. Acredito que o sistema de Belo Horizonte conseguiu dar uma resposta satisfatória na pandemia, apesar de respostas e problemas que precisam melhorar.”

Sobre o “turismo de ambulâncias”:

  • “Não dá pra gente simplesmente tirar o corpo fora de Belo Horizonte. Não podemos ter uma postura que é, inclusive, violenta. [A parceria com os municípios] precisa ser bem orientada, bem organizada. O que não acontece.”

Sobre educação infantil:

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“Nós entendemos que a prefeitura precisa priorizar a gestão própria da oferta da Educação Infantil. Ter mais Escolas Municipais de Educação Infantil que sejam integralmente públicas. Essa expansão se deu com a redução do tempo de permanência das crianças nas escolas.”

Sobre racismo e desigualdade:

  • Hoje pobreza tem cor na nossa cidade. E ela está localizada no nosso território de forma muito desigual. Para mudar isso precisamos de políticas públicas integradas, de enfrentamento ao racismo e de inclusão social.
  • Precisamos enfrentar o racismo institucional na Guarda Municipal, na administração pública. Tá na hora de enfrentar o racismo e ter mais mulheres e pessoas negras em posições de poder.

Sobre as chuvas:

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  • “Não começou ontem esse problema. BH não é a prova d’água porque lá atrás não houve uma relação com as águas. Nós propomos um programa de drenagem difusa, que não envolva grandes obras. Retornar os drenurbs, que foi uma política bem-sucedida no início. A fiscalização daquilo que está previsto no Plano Diretor vai ser efetivada.”

Sobre retomada pós-pandemia:

  • “A gente propõe o apoio direto aos pequenos estabelecimentos, aos pequenos empreendedores, com uma isenção temporária de impostos para que eles possam se reerguer.”
  • “Propomos também uma renda solidária de 600 reais. É um complemento financeiro. Para que as pessoas, além de ter o que comer, tenham o que consumir. Pois isso movimenta a economia local. É um ciclo virtuoso.”

Confira a íntegra da sabatina com a candidata Áurea Carolina



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