Jorge Rodrigo Araújo Messias é o Advogado-Geral da União desde 1º de janeiro de 2023, quando foi nomeado pelo presidente Lula no início do terceiro mandato. Nesta quarta-feira (29/4), ele passou por sabatina no Senado Federal para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e acabou rejeitado como novo ministro da Corte. Conheça a trajetória de Jorge Messias abaixo.
Formação acadêmica
Pernambucano, Messias se graduou em Direito pela Faculdade de Direito do Recife, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 2003. Anos depois, fez mestrado (2018) e doutorado (2024) em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional pela Universidade de Brasília (UnB). Sua tese de doutorado analisou o papel da AGU e do Centro de Governo nas estratégias de desenvolvimento do Brasil.
Trajetória no serviço público
Messias construiu carreira sólida no funcionalismo público federal. É Procurador da Fazenda Nacional desde 2007 — carreira de Estado à qual pertence formalmente. Antes disso, foi Procurador do Banco Central do Brasil (2006–2007) e técnico concursado da Caixa Econômica Federal (2002–2006), onde chegou a gerente de relacionamento.
No governo federal, ocupou cargos de destaque no Ministério da Educação (Consultor Jurídico e Secretário de Regulação da Educação Superior, entre 2012 e 2014), no Ministério de Ciência e Tecnologia (Consultor Jurídico, 2011–2012) e na Casa Civil da Presidência da República, onde foi Subchefe de Análise e Acompanhamento de Políticas Governamentais (2014–2015) e Subchefe para Assuntos Jurídicos (2015–2016). Também atuou como conselheiro de administração de estatais como Eletronorte, EPE e BNDES.
À frente da AGU
Desde janeiro de 2023, Messias comanda a Advocacia-Geral da União, órgão responsável pela representação judicial e extrajudicial do governo federal. Na função, ganhou notoriedade pela atuação em temas como a defesa da democracia após os ataques de 8 de janeiro de 2023, a disputa em torno da privatização da Eletrobras, a redução da litigiosidade com o STF e a negociação de acordos de desjudicialização com o STJ.
Produção intelectual
Messias publicou livros, capítulos e artigos em veículos como Folha de São Paulo, O Globo, JOTA e Consultor Jurídico. Seus temas de pesquisa e escrita envolvem democracia, advocacia pública, regulação, direito tributário e inteligência artificial. Em 2025, assinou artigo no The New York Times sobre as relações entre Brasil e Estados Unidos.
Perfil e indicação ao STF
O indicado tem perfil de advogado público com forte experiência em gestão governamental e proximidade com o núcleo político do governo Lula. Sua trajetória é mais marcada pela atuação executiva e política do que pela carreira acadêmica ou pelo contencioso judicial.
