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Denúncia contra Lucas Ganem chega à Câmara de BH e abre caminho para possível cassação

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Parlamentar é acusado de fraude eleitoral e de manter servidores trabalhando fora de BH (Cristina Medeiros/CMBH)

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O vereador Lucas Ganem (Podemos) foi alvo de uma denúncia protocolada na manhã desta segunda-feira (1º/12) na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH). O documento, apresentado pelo advogado Guilherme Augusto Soares, acusa o parlamentar de cometer dois possíveis crimes: manter servidores nomeados pela Câmara trabalhando em São Paulo e declarar um domicílio eleitoral onde não teria residido.

A denúncia será encaminhada à Procuradoria da Câmara, responsável por emitir um parecer técnico. Caberá ao plenário decidir se o processo de cassação do mandato de Ganem será aberto. Em coletiva nesta tarde, o presidente da CMBH, Juliano Lopes (Podemos), afirmou que o trâmite seguirá o rito previsto. “Iremos fazer os encaminhamentos dessa denúncia”, disse.

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O vereador explicou que o documento trata de dois pontos centrais. “A denúncia diz respeito a funcionários do gabinete do vereador trabalhando em outras cidades no estado de São Paulo, na cidade de Indaiatuba, e também sobre fraude domicílio eleitoral”, apontou.

Se o parecer indicar a abertura do processo, Ganem será notificado, e uma comissão processante será instalada. O grupo terá até 90 dias para ouvir testemunhas, reunir provas e apresentar um relatório recomendando a cassação ou a absolvição.

Juliano Lopes ressaltou que o trabalho legislativo não será afetado. “O plenário da Câmara continua trabalhando normalmente, as comissões continuam trabalhando normalmente”, afirmou, acrescentando que o procedimento não paralisa votações nem audiências públicas. “O processo de cassação não interfere em momento nenhum no processo legislativo”, garantiu.

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Segundo o presidente, parte das apurações também já está sob responsabilidade da Polícia Federal.

Lucas Ganem cumpre seu primeiro mandato, eleito com 10.753 votos. O parecer da Procuradoria deve ser concluído nos próximos dias, e só então o plenário decidirá se o vereador será formalmente investigado.

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Thiago Cândido

Jornalista pela UFMG. Repórter na 98 desde 2025. Participou de reportagens vencedoras do Prêmio CDL/BH de Jornalismo 2024 e Prêmio Mercantil de Jornalismo 2025.

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