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Trump usa palco de Davos para atacar a ONU, cobrar aliados e exaltar poder dos EUA

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As falas de Trump ocorreram durante o lançamento do chamado Conselho da Paz (Board of Peace), no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça (The White House/Divulgação)

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez nesta quinta-feira (22/1) um discurso marcado por críticas a organismos internacionais, pressão sobre aliados militares, declarações polêmicas sobre a Venezuela e comentários informais sobre líderes mundiais. As falas ocorreram durante o lançamento do chamado Conselho da Paz (Board of Peace), no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que serviu como pano de fundo para uma ampla exposição de sua visão sobre a ordem internacional e o papel dos Estados Unidos no cenário global.

Ao longo do pronunciamento, Trump afirmou que os EUA têm atuado de forma decisiva para encerrar conflitos sem depender da ONU, cobrou maior comprometimento financeiro de aliados da OTAN, exaltou o protagonismo norte-americano no setor energético e fez declarações controversas sobre mudanças políticas na Venezuela. Em tom mais descontraído, também comentou sua relação pessoal com outros chefes de Estado presentes no fórum.

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O evento, que marcou a apresentação oficial do Conselho da Paz, ocorreu em um auditório com presença reduzida, em contraste com o discurso do presidente no dia anterior. Ainda assim, Trump tratou a iniciativa como estratégica e destacou a possibilidade de cooperação com as Nações Unidas, embora tenha usado o palco principalmente para reforçar posições já conhecidas de sua política externa.

Críticas à ONU

Ao falar sobre a relação com as Nações Unidas, Trump afirmou que a ONU possui um “potencial tremendo” que, segundo ele, não vem sendo utilizado de forma eficaz. O presidente declarou que “encerrou” oito guerras sem recorrer ao organismo internacional e sugeriu que a entidade falhou em cumprir esse papel no passado.

Apesar das críticas, Trump disse acreditar que uma atuação conjunta entre o Conselho da Paz e a ONU poderia resultar em algo “muito único para o mundo”, caso reúna lideranças alinhadas à sua visão de mediação internacional.

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Pressão sobre a OTAN

Trump também voltou a pressionar aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) sobre gastos militares. Segundo ele, quase todos os países-membros se comprometeram a elevar as despesas com defesa para 5% do Produto Interno Bruto (PIB).

A exceção, de acordo com o presidente norte-americano, seria a Espanha, alvo de críticas diretas durante o discurso. Trump afirmou que o país estaria buscando “pegar carona” nos esforços dos demais aliados e disse que pretende tratar do tema diretamente com o governo espanhol.

Declarações sobre a Venezuela e o petróleo

Em um dos trechos mais controversos do pronunciamento, Trump afirmou que o povo venezuelano estaria satisfeito com a mudança de poder após a captura do ditador Nicolás Maduro. Ele declarou ainda que Washington mantém “ótimas relações” com os novos líderes do país e que empresas petrolíferas norte-americanas estariam retomando operações em território venezuelano.

Trump mencionou a retirada de milhões de barris de petróleo e disse que parte da produção beneficiaria a economia da Venezuela. O presidente também fez afirmações sobre reservas globais de petróleo, atribuindo aos Estados Unidos e à Venezuela posições de liderança nesse ranking. “Nós temos 62% do petróleo do mundo”, declarou.

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Tom descontraído ao falar de líderes mundiais

Encerrando o discurso em tom mais informal, Trump comentou sua relação pessoal com os líderes presentes no fórum. Disse que, ao contrário do habitual, gostava de todos os integrantes do grupo com quem interagia naquele momento.

Segundo ele, normalmente há dois ou três líderes que não aprecia, mas afirmou não ver esse cenário no encontro em Davos, elogiando os presentes e classificando-os como “grandes líderes”.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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