Pacientes com diabetes tipo 2 passaram a contar com uma nova opção de tratamento à base de semaglutida. O Ozivy, medicamento produzido pela farmacêutica brasileira EMS e aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), começou a ser comercializado em Minas Gerais.
O medicamento utiliza o mesmo princípio ativo presente em tratamentos já conhecidos para o controle da glicemia e deve ser usado com prescrição médica. A aplicação é semanal e o produto está disponível em diferentes dosagens.
A chegada do Ozivy marca a entrada de uma indústria farmacêutica nacional em um segmento que ganhou espaço nos últimos anos devido aos resultados obtidos no tratamento do diabetes tipo 2.
Especialista reforça que tratamento deve ser individualizado
Segundo a gerente técnica da Drogaria Araujo, Isabel Dias, a ampliação das opções disponíveis no mercado pode beneficiar pacientes e profissionais de saúde, mas a escolha do tratamento deve levar em consideração as características de cada pessoa.
“Esses medicamentos representam um dos avanços mais importantes dos últimos anos no controle do diabetes tipo 2. No entanto, cada paciente apresenta um histórico clínico, necessidades e respostas distintas. Por isso, a definição da melhor abordagem terapêutica deve ser feita por um especialista, que irá considerar as características e os objetivos de cada pessoa”, afirma.
Medicamento pode ampliar concorrência no mercado
Além de aumentar as alternativas terapêuticas disponíveis, o lançamento também amplia a concorrência em um dos segmentos que mais cresceram nos últimos anos no mercado farmacêutico.
O Ozivy chega às farmácias com preços que variam de acordo com a dosagem prescrita, ficando entre R$ 460 e R$ 900, segundo informações da fabricante.
De acordo com Isabel Dias, a entrada de novos fabricantes pode contribuir para ampliar o acesso da população a medicamentos aprovados pelos órgãos reguladores.
Compra deve ser feita em estabelecimentos autorizados
O aumento da procura por medicamentos à base de semaglutida também levou especialistas a alertarem para os riscos da compra em canais informais.
Por se tratar de um medicamento injetável, o produto exige condições específicas de armazenamento e transporte para manter a eficácia e a segurança do tratamento.
“A recomendação é sempre adquirir esses produtos em farmácias de confiança. Quando a compra ocorre por canais sem procedência comprovada, o consumidor coloca sua saúde em risco, além de não obter os resultados desejados e não contar com o suporte profissional necessário para esclarecer dúvidas ou orientar o uso correto”, destaca a especialista.
O diabetes tipo 2 é uma doença crônica que afeta milhões de brasileiros e está associado à dificuldade do organismo em utilizar adequadamente a insulina. Além do uso de medicamentos, o tratamento inclui alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e acompanhamento médico.