O presidente da federação PSOL-Rede, Juliano Medeiros, rebateu nesta quarta-feira (24/6) as críticas feitas pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) sobre a distribuição do fundo eleitoral para as eleições deste ano. Em publicação nas redes sociais, Medeiros afirmou que a parlamentar receberá R$ 2,3 milhões para a campanha de reeleição e terá o maior repasse entre todos os candidatos a deputado federal da legenda no país.
A manifestação ocorre um dia após Erika acusar a direção nacional do PSOL de “rasgar” acordos internos sobre a divisão dos recursos eleitorais. Segundo a deputada, a proposta apresentada pela sigla privilegiaria candidatos brancos e novatos no partido, além de reduzir o investimento em candidaturas de mulheres, pessoas negras e LGBTQIA+.
Em resposta, Medeiros negou qualquer mudança nos critérios adotados pelo partido e disse que a política de priorização desses grupos será mantida.
“O PSOL manteve os critérios de distribuição do fundo eleitoral. A destinação maior de recursos para mulheres, LGBTs, negros, pessoas com deficiência e indígenas é uma política consolidada no partido e vai continuar”, escreveu.
Presidente diz que Erika será prioridade na campanha
Na publicação, Medeiros afirmou que Erika Hilton desempenha um papel estratégico para o partido e que isso foi levado em consideração na definição dos recursos.
Segundo ele, os R$ 2,3 milhões destinados à deputada representam o maior valor entre todos os candidatos do PSOL à Câmara dos Deputados.
“Erika Hilton receberá o maior valor entre os candidatos e candidatas a deputado do PSOL em todo o país. Ela cumpre um papel fundamental na disputa política do Brasil e será uma grande puxadora de votos. É muito importante que o PSOL esteja reconhecendo isso, colocando a sua candidatura como prioridade”, afirmou.
O dirigente acrescentou que, além de ser considerada uma puxadora de votos, Erika disputa a reeleição, fator que influencia na distribuição dos recursos.
Critério inclui fortalecimento de novos nomes
Medeiros também respondeu às críticas sobre o financiamento de candidaturas de estreantes na política.
Segundo ele, o PSOL mantém a tradição de investir tanto na manutenção da bancada quanto na formação de novos quadros para fortalecer o partido.
O dirigente citou que sua própria candidatura e a de Natália Boulos receberão o mesmo valor e afirmou que ambos são candidatos de primeira viagem.
“Como já é tradicional no PSOL, receberão mais os candidatos de manutenção da bancada, ou seja, atuais deputados ou pessoas apoiadas pelos que não serão candidatos. Eu e Natália, candidatos de primeira viagem, receberemos o mesmo valor, ainda que Erika não tenha citado o nome dela.”
Erika acusa partido de inviabilizar candidatura
Segundo a deputada, sua candidatura exige uma estrutura maior por percorrer o estado de São Paulo como puxadora de votos e também por necessitar de reforço na segurança.
Erika afirmou ainda que ela e seu grupo político enfrentam riscos que, segundo ela, “a burocracia do partido não pode simplesmente ignorar”, e disse que a distribuição dos recursos desmontaria a política de inclusão construída pela legenda.