O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) criticou, nesta quarta-feira (08/7), a ausência de outros pré-candidatos à Presidência da República nas discussões sobre a proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Em transmissão nas redes sociais, o parlamentar afirmou que permaneceu mais um dia em Washington para participar de reuniões sobre o tema e questionou por que outros presidenciáveis não participaram das discussões.
“Eu senti falta, por exemplo, aqui de outros pré-candidatos a presidente fazendo o que eu fiz aqui, porque era uma audiência pública, as pessoas podiam se inscrever. Cadê os outros pré-candidatos à Presidência da República que não estão aqui defendendo os interesses brasileiros? É muito mais fácil ficar criticando a atuação do Flávio Bolsonaro. Muito mais cômodo. Eu estou aqui fazendo a minha parte, estou longe da minha família, estou aqui defendendo o meu país e vou continuar fazendo porque é convicção.”
Na terça-feira (07/8), Flávio participou de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que debateu a possibilidade de aplicação de tarifas sobre produtos brasileiros.
Senador diz que defendeu interesses brasileiros
Segundo Flávio Bolsonaro, sua participação teve como objetivo apresentar argumentos contrários à taxação de produtos brasileiros e defender a ampliação das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
O senador afirmou que também se posicionou em defesa do Pix durante as discussões e disse que o sistema brasileiro de pagamentos não representa concorrência aos cartões de crédito, argumento que, segundo ele, foi levado às autoridades americanas.
Flávio afirma que Brasil precisa negociar com os Estados Unidos
Durante a transmissão, o senador voltou a criticar a política externa do governo federal e defendeu uma relação mais próxima entre os dois países.
“Um presidente da República tem que pensar no seu povo, tem que negociar com todo mundo, com Estados Unidos ou com China. Ontem foi um dia importante, ali onde está sendo discutida a questão da tarifação dos 25% sobre produtos brasileiros e empresas brasileiras por parte dos Estados Unidos.”
Flávio também afirmou que, durante as conversas, defendeu a suspensão da tarifa e argumentou que um novo governo brasileiro poderá retomar as negociações com os Estados Unidos.
“Eu falei: ‘Olha, a gente pode ter alguém que vai poder sentar de igual para igual, sentado na cadeira de presidente da República, e negociar de igual para igual com o governo americano a partir de janeiro do ano que vem’.”