No Dia Mundial da Reciclagem, celebrado neste dia 17 maio, a indústria do aço destaca o aproveitamento de sucata metálica como alternativa para reduzir custos, diminuir impactos ambientais e ampliar a eficiência da produção dentro do conceito de Economia Circular.
A ArcelorMittal Brasil, responsável por 42% da produção de aço nacional, produz cerca de 22% do aço a partir de sucata metálica. A siderúrgica recicla aproximadamente 3 milhões de toneladas da matéria-prima por ano no Brasil, dentro de uma estratégia ligada à Economia Circular e à redução das emissões de carbono.
Minas Gerais aparece como um dos principais estados nessa cadeia, impulsionado tanto pela atividade industrial quanto pelo descarte de materiais em fim de vida útil, como veículos, eletrodomésticos e equipamentos antigos. Segundo o Diretor de Compra de Metálicos da ArcelorMittal Brasil, Bernardo Rosental, a sucata já ocupa papel estratégico no processo produtivo da empresa e deve ganhar ainda mais relevância nos próximos anos.
“A sucata sempre teve um papel relevante e está ganhando uma importância ainda maior no nosso processo. Em nossa rota de produção de Aços Longos, 54% já é via sucata. Quando a gente fala em circularidade, quanto mais sucata você usa, você está colaborando com redução de emissão de CO2”, afirma.
De acordo com Rosental, o desempenho do setor de sucata está diretamente ligado ao crescimento da economia e da atividade industrial. O diretor explica que, quanto maior o Produto Interno Bruto, maior tende a ser a geração de sucata.
A empresa anunciou recentemente uma parceria em Igarapé, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, para ampliar a captação e o processamento de materiais recicláveis, com foco também na reciclagem veicular.
Segundo Rosental, além do impacto ambiental e econômico o processo envolve desde catadores e pequenos depósitos até grandes centros de processamento e siderúrgicas.
“O processo de reciclagem começa com o catador e está conectado diretamente ao impacto social”, destaca.
A siderúrgica ainda pretende ampliar o uso de tecnologia e inteligência artificial para melhorar o controle, a separação e a qualidade dos materiais reciclados. A estimativa é aumentar a capacidade de processamento de sucata nos próximos anos e fortalecer a cadeia de reciclagem ferrosa no Brasil.
