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Mineira condenada pelos atos de 8 de janeiro pede para viajar a Guarapari e Moraes nega

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A defesa pediu autorização para uma viagem de férias em família entre os dias 11 e 19 de janeiro de 2026 (Marcelo Moryan/MTur)

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), negou o pedido de uma moradora de Pará de Minas, no Centro-Oeste de Minas, condenada pelos atos de 8 de janeiro, para viajar a Guarapari, no Espírito Santo. A decisão foi publicada no dia 23 de dezembro de 2025.

Alcídia Sousa foi condenada a um ano de prisão, pena que acabou substituída por medidas alternativas. Entre elas está a proibição de deixar a cidade onde mora enquanto cumpre a punição. Ela foi responsabilizada por crimes de incitação e associação criminosa relacionados aos ataques às instituições democráticas.

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A defesa pediu autorização para uma viagem de férias em família entre os dias 11 e 19 de janeiro de 2026. O pedido, no entanto, foi negado. Para Alexandre de Moraes, não há motivo para abrir exceção à regra, já que a restrição faz parte da própria punição aplicada.

Segundo o ministro, permitir a viagem esvaziaria o objetivo da pena, levando em conta a gravidade dos crimes. Com isso, a moradora de Pará de Minas segue impedida de sair da cidade durante o cumprimento das medidas.

A Vara de Execuções Criminais de Pará de Minas foi comunicada da decisão, assim como a Procuradoria-Geral da República. A Rede 98 procurou a defesa de Alcídia e aguarda posicionamento.

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Redução nas penas

Neste mês, o plenário do Senado aprovou o projeto que altera os critérios de dosimetria das penas aplicadas a condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. O texto, que ficou conhecido como PL da Dosimetria, e que beneficia também o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi aprovado por 48 votos a 25.

Com as mudanças previstas, Bolsonaro poderá solicitar a progressão de regime após cumprir cerca de sete anos em regime fechado. De acordo com a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, a estimativa é que o ex-presidente possa passar ao regime semiaberto em abril de 2033.

A proposta cria regras que aceleram a progressão de pena para condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, prevê a redução de até dois terços das penas de envolvidos considerados “vândalos comuns” e determina que, em condenações simultâneas, o crime de tentativa de golpe de Estado absorva o de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

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Larissa Reis

Graduada em jornalismo pela UFMG e repórter da Rede 98 desde 2024. Vencedora do 13° Prêmio Jovem Jornalista Fernando Pacheco Jordão, idealizado pelo Instituto Vladimir Herzog. Também participou de reportagens premiadas pela CDL/BH em 2022 (2º lugar) e em 2024 (1º lugar).

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