PUBLICIDADE
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

STF encerra processo e pena de Bolsonaro pode ser executada a qualquer momento

Siga no

O ex-presidente Jair Bolsonaro (STF/Divulgação)

Compartilhar matéria

O ministro Alexandre de Moraes declarou, nesta terça-feira (25/11), que a ação penal que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado chegou ao fim no Supremo Tribunal Federal (STF). Com o trânsito em julgado, não há mais possibilidade de recursos, e o ministro pode determinar, a qualquer momento, o início do cumprimento das penas.

A decisão também alcança Alexandre Ramagem (PL-RJ), deputado federal e ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), e Anderson Torres, ex-ministro da Justiça. Com o caso oficialmente encerrado, Moraes definirá os locais onde cada condenado deverá iniciar a pena, que será executada, inicialmente, em regime fechado por Bolsonaro.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O ex-presidente foi sentenciado pela Primeira Turma do STF a 27 anos e 3 meses de prisão por chefiar uma estrutura criminosa voltada a impedir a posse de Lula e atacar o Estado Democrático de Direito. A defesa de Bolsonaro decidiu não apresentar os segundos embargos de declaração, cujo prazo se encerrou nessa segunda-feira (24/11). Ainda que apresentasse, no entanto, o teor da condenação não seria alterado.

Embora alguns réus tenham tentado ingressar com esses segundos embargos, Moraes considerou que não havia fundamento para analisá-los.

Bolsonaro segue preso, mas por outro caso

Jair Bolsonaro continua detido na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, desde sábado (22/11). A prisão atual, no entanto, não está ligada ao processo do golpe. Ele permanece em regime de prisão preventiva por decisão de Moraes.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A medida foi tomada após a PF apontar dois elementos considerados graves: a violação da tornozeleira eletrônica durante o período de prisão domiciliar e indícios de risco de fuga. Esse risco, segundo a entidade, teria sido ampliado pela convocação de uma vigília religiosa em frente à casa do ex-presidente, organizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

No despacho, Moraes afirmou que o conjunto dos acontecimentos poderia indicar uma possível “estratégia de evasão”, cenário já observado em outros aliados do ex-presidente investigados. A defesa nega essa interpretação e sustenta que Bolsonaro sofreu episódios de “confusão mental e alucinações” decorrentes da combinação de medicamentos.

Compartilhar matéria

Siga no

Thiago Cândido

Jornalista pela UFMG. Repórter na 98 desde 2025. Participou de reportagem vencedora do Prêmio CDL/BH de Jornalismo 2024.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Política

CPMI do INSS convoca dono do Banco Master e governador Zema

CPMI do INSS aprova convocação e quebra de sigilo de Daniel Vorcaro

Motta critica decisão de Gilmar sobre impeachment e atribui medida à ‘polarização política’

PF investiga ligação de Castro com proteção ao Comando Vermelho na Alerj

Última superlua de 2025 ocorre nesta quinta; veja horário e como observar

Mega-Sena sorteia nesta quinta-feira prêmio acumulado em R$ 8 milhões

Últimas notícias

A síndrome do ‘eu também’ no empreendedorismo brasileiro

O peso da saúde no orçamento das famílias

Por que a vacina do Butantan contra a dengue é um avanço

Guarapari passa a cobrar taxa de excursões

O papel da liderança na comunicação de crise

Por que o PIB per capita do Brasil segue estagnado

Filipe Luís aponta Cuca como o técnico que mais lhe tirou o sono em 2025

Brasil tem grande potencial para minerais críticos, aponta Ipea

A conta do improviso: mais impostos e menos crescimento