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IBGE: População brasileira envelhece, cresce menos e passa a morar cada vez mais sozinha

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Pnad 2025 mostra que a população do Brasil envelheceu, cresce menos e mora mais sozinha. (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

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O Brasil registra um ritmo cada vez menor de crescimento populacional em paralelo a um processo contínuo de envelhecimento de seus habitantes. Os dados integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) 2025, divulgada nesta sexta-feira (17/4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que contabilizou 212,7 milhões de residentes no país.

Dessa forma, a distribuição etária nacional sofreu uma alteração expressiva com a queda na proporção de pessoas abaixo dos 40 anos e o consequente estreitamento da base da pirâmide. Em contrapartida, as faixas mais velhas cresceram consideravelmente, com os idosos acima de 60 anos saltando de 11,3% em 2012 para 16,6% da população atual.

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Consequentemente, as diferenças regionais e demográficas permanecem marcantes no levantamento do instituto. Enquanto o Norte e o Nordeste concentram os maiores percentuais de jovens, o Sudeste e o Sul lideram a presença de idosos e impulsionam mudanças na autodeclaração de raça, com queda no número de pessoas brancas e aumento da população preta e parda.

Além disso, o estudo apontou uma mudança profunda nos arranjos familiares e revelou que o percentual de domicílios com pessoas morando sozinhas atingiu a marca de 19,7%. O perfil predominante nesses lares unipessoais varia consideravelmente de acordo com o gênero, sendo liderado por homens de 30 a 59 anos e por mulheres a partir dos 60 anos de idade.

Habitação e infraestrutura urbana

Nesse cenário, as condições de ocupação das residências brasileiras também registraram transformações expressivas no mercado imobiliário. A proporção de imóveis alugados no país cresceu para 23,8%, enquanto os domicílios próprios já quitados caíram para 60,2%, acompanhando também uma leve retração no domínio absoluto das casas para dar espaço aos apartamentos.

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Portanto, o avanço dos indicadores de infraestrutura habitacional ainda esbarra nas velhas desigualdades regionais do país. O acesso à água por rede geral e ao saneamento básico adequado ultrapassa a marca dos 90% no Sudeste, mas sofre quedas bruscas na Região Norte, que ainda depende fortemente de poços artesianos e de um esgotamento sanitário precário.

A disparidade estrutural se repete nos serviços de coleta direta de lixo, que alcançam 86,9% do território nacional, mas enfrentam gargalos no Norte e Nordeste, onde a queima de resíduos ainda é muito comum. O acesso à energia elétrica, por sua vez, está próximo da universalização, restando pequenos déficits apenas nas áreas rurais nortistas.

Por fim, a pesquisa do IBGE evidenciou um aumento significativo no acesso aos bens duráveis de consumo dentro das residências. Atualmente, 98,4% dos lares brasileiros possuem geladeira e 72,1% contam com máquina de lavar roupas, enquanto a presença de veículos nas garagens atinge 49,1% para os carros e 26,2% para as motocicletas.

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Gustavo Macedo

Jornalista graduado pela PUC Minas em atividade na Rede 98 desde 2023

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