A Justiça de Minas Gerais decidiu nesta quarta-feira (28/1) que Renê da Silva Nogueira Junior vai a jurí popular pelo assassinato de Laudemir de Souza Fernandes, em agosto do ano passado, na capital mineira.
A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, da 1ª Vara do Júri de Belo Horizonte, também manteve a prisão preventiva do réu e rejeitou o pedido da defesa para que os autos ficassem sob sigilo. A defesa ainda pode recorrer da decisão.
Além da acusação de homicídio, René Júnior também responderá por crime de ameaça contra Eledias Aparecida Rodrigues, motorista que serviu de testemunha no processo. Eles dirigia o caminhão em que Laudemir trabalhava no dia do crime. Caso a acusação seja mantida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), após recurso da defesa, o julgamento será agendado.
Relembre o caso
Na manhã de 11 de agosto, ao ver a rua por onde transitava com fluxo interrompido momentaneamente pelo caminhão de lixo, Renê ameaçou “atirar na cara” da motorista do veículo, segundo testemunhas relataram à Polícia Civil.
Quando Laudemir e outros garis saíram em defesa da colega de trabalho, o acusado sacou a arma e atirou contra a vítima, que foi atingida no abdome. Laudemir foi encaminhado ao Hospital Santa Rita, em Contagem, mas não resistiu.
O criminoso fugiu do local do crime e foi preso enquanto treinava em uma academia de alto padrão no Estoril, bairro nobre de Belo Horizonte. Segundo a polícia, a arma usada no crime é uma pistola calibre 380 que pertence à delegada Ana Paula Balbino Nogueira, mulher de Renê. Exames periciais confirmaram que essa foi a arma usada para matar o gari.
