PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

STF retoma julgamento sobre responsabilização das redes sociais

Siga no

Medidas deveriam ser fiscalizadas pela Vara de Execuções Penais (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Compartilhar matéria

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (4/6), às 14h, o julgamento sobre a responsabilização das redes sociais pelos conteúdos ilegais postados pelos usuários.

O julgamento foi suspenso em dezembro do ano passado por um pedido de vista do ministro André Mendonça, que devolveu o processo para julgamento e será o primeiro a apresentar sua manifestação na sessão de hoje. 

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

A Corte julga a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014), norma que estabeleceu os direitos e deveres para o uso da internet no Brasil.

De acordo com o dispositivo, “com o intuito de assegurar a liberdade de expressão e impedir a censura”, as plataformas só podem ser responsabilizadas pelas postagens de seus usuários se, após ordem judicial, não tomarem providências para retirar o conteúdo.

Votos

Até o momento, foram proferidos três votos sobre a questão.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, votou pela responsabilização parcial das plataformas. Para o ministro, as redes devem retirar postagens com conteúdo envolvendo pornografia infantil, suicídio, tráfico de pessoas, terrorismo e ataques à democracia.  Pela proposta, a medida deve ser tomada após as empresas serem notificadas pelos envolvidos.

Contudo, no entendimento de Barroso, a remoção de postagens com ofensas e crimes contra a honra dos cidadãos só pode ocorrer após decisão judicial, ou seja, como ocorre atualmente. 

Os ministros Dias Toffoli e Luiz Fux também votaram a favor da responsabilização das plataformas, mas em maior extensão. De acordo com os ministros, as plataformas devem retirar, após notificação extrajudicial, conteúdos considerados ilegais, como mensagens com ataques à democracia, incitação à violência, racismo, entre outras.

Entenda

O plenário do STF julga dois processos que discutem a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Na ação relatada pelo ministro Dias Toffoli, o tribunal julga a validade da regra que exige ordem judicial prévia para responsabilização dos provedores por atos ilícitos. O caso trata de um recurso do Facebook para derrubar decisão judicial que condenou a plataforma por danos morais pela criação de perfil falso de um usuário.

No processo relatado pelo ministro Luiz Fux, o STF discute se uma empresa que hospeda um site na internet deve fiscalizar conteúdos ofensivos e retirá-los do ar sem intervenção judicial. O recurso foi protocolado pelo Google.

Outro lado

Nas primeiras sessões do julgamento, representantes das redes sociais defenderam a manutenção da responsabilidade somente após o descumprimento de decisão judicial, como ocorre atualmente.

As redes socais sustentaram que já realizam a retirada de conteúdos ilegais de forma extrajudicial e que o eventual monitoramento prévio configuraria censura.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Compartilhar matéria

Siga no

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Notícias

Justiça determina que homem sem as pernas use tornozeleira eletrônica

Ministério Público Federal pede R$ 10 milhões de Ratinho e SBT por falas transfóbicas contra Erika Hilton

‘Apenas 6 centavos’: presidente da Petrobras explica impacto da alta do Diesel nas bombas; veja cálculo

Moraes manda prender sete kids pretos condenados pela trama golpista

Polícia divulga foto de Bruno em cartaz de procurado

Petrobras anuncia aumento de 11,6% no diesel; preço passa a R$ 3,65 por litro

Últimas notícias

Galo perde fora de casa e pode terminar a rodada no Z4 do Brasileirão

Atlético x Vitória: acompanhe AO VIVO na Rede 98!

Moraes autoriza transferências de Domingos Brazão e Rivaldo Barbosa para prisão no RJ

O Agente Secreto lidera menções positivas e favoritismo digital às vésperas do Oscar 2026

Ronaldo Caiado oficializa filiação ao PSD em busca de concorrer à Presidência

Filósofo alemão Jürgen Habermas, teórico da ‘esfera pública’, morre aos 96 anos

Governo prioriza abastecimento e segurar preço do diesel, diz Alckmin

Preço do diesel sobe quase 12% na semana e litro chega a R$ 6,80, mostra ANP

‘O Agente Secreto’ é baseado em história real? Tem livro?