O pré-candidato à Presidência pelo Novo, Romeu Zema, afirmou nesta terça-feira (26/5) que não descarta selar alianças políticas ainda no primeiro turno das eleições. O ex-governador de Minas Gerais sinalizou uma aproximação com o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), com o objetivo de viabilizar uma alternativa de direita no lugar do senador Flávio Bolsonaro (PL). Atualmente, o parlamentar lidera as pesquisas desse espectro político na disputa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As declarações de Zema ocorreram durante um evento com investidores na capital paulista e ganham força após o desgaste provocado pelos áudios vazados entre o filho de Jair Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. O mineiro destacou a boa relação pessoal e administrativa com o ex-governador goiano, deixando em aberto a possibilidade de união de chapas. O ex-chefe do executivo de Minas ainda respondeu em tom descontraído após ser questionado sobre a possibilidade de ser vice de Caiado: “Não pode ser o contrário?”
A movimentação de bastidores reflete o cenário da última pesquisa Datafolha, divulgada na sexta-feira (22/5). No levantamento, Lula oscilou para cima e abriu 47% das intenções de voto no segundo turno contra 43% de Flávio Bolsonaro, que recuou após o escândalo do financiamento do filme Dark Horse.
Ataques ao Bolsa Família e propostas para segurança
No campo econômico, por outro lado, o pré-candidato do Novo criticou as atuais regras de programas de redistribuição de renda do governo federal. Zema afirmou que o modelo atual do Bolsa Família desestimula a inserção de jovens no mercado de trabalho formal e defendeu critérios mais rígidos para o recebimento do benefício assistencial. Ele propôs, portanto, o corte do auxílio para cidadãos que recusarem oportunidades formais de emprego.
“O que tem de marmanjão, de 20, 30 anos, recebendo Bolsa Família e complementando esse Bolsa Família com bicos eventuais, não está escrito”, disparou o ex-governador de Minas Gerais, argumentando que o formato vigente cria distorções no mercado de trabalho.
Por fim, Zema também direcionou críticas contundentes à gestão da segurança pública no território nacional. O político avaliou que o combate à criminalidade apresenta resultados insuficientes porque a formulação das principais políticas de defesa permanece concentrada nas mãos de sociólogos. Para o mineiro, o Ministério da Justiça e os estados precisam transferir o comando dessas estratégias exclusivamente para profissionais experientes da área policial.
