As obras de alargamento dos oito viadutos do Anel Rodoviário de Belo Horizonte seguem sem data para começar. Dois projetos estão sendo elaborados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), mas sem previsão de término. Enquanto isso, a Prefeitura corre atrás de recursos para viabilizar as intervenções. Uma das apostas do prefeito Álvaro Damião (União) é um empréstimo de R$ 1 bilhão junto ao Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), conhecido como “Banco dos Brics”. O projeto que autoriza o repasse tramita na Câmara Municipal.
As importantes obras, inclusive usadas como prioridades pela atual gestão municipal, voltaram a ser discutidas após o engavetamento com mais de 14 veículos na descida do Betânia, Região Oeste da cidade. Após a ocorrência, Damião anunciou a construção de duas novas áreas de escape. Porém, não deu data para o início dos alargamentos dos viadutos. Comentou, apenas, que a prefeitura busca financiamento.
“Todos os viadutos serão alargados, sem exceção. O da Antônio Carlos, da Cristiano Machado, o pontilhão do Betânia, da Amazonas. Todos eles serão alargados. Para fazer isso, eu preciso de dinheiro. E eu não tenho dificuldade em conseguir esse dinheiro, pois eu conto com a Câmara Municipal que é nossa parceira. Ela sabe que o que estamos fazendo é o melhor para a cidade. Então, tenho certeza que quando chega projetos como esse, como o que já chegou com o projeto do Brics para o Anel Rodoviário, e foi aprovado pela Câmara”, disse.
As obras estavam inicialmente previstas para acontecer dentro do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) lançado pelo Governo Federal. Em 2024, o presidente Lula e o ex-prefeito Fuad Noman, assinaram um acordo para o repasse de R$ 65 milhões para as intervenções.
Porém, segundo a Casa Civil, com a municipalização do Anel Rodoviário, em junho de 2025, a prefeitura passou a assumir integralmente a gestão da rodovia. Os projetos executivos de dois viadutos ficaram sob responsabilidade do Dnit. A forma de financiamento das obras ficou a cargo do Executivo Municipal, confirme informou o órgão federal.
Por meio de nota, o Dnit afirmou que ainda não há data definida para o envio dos projetos de engenharia de dois dos oitos viadutos do Anel Rodoviário.
Prefeitura se nega a falar sobre as obras
A Rede 98 fez diversos contatos com a Prefeitura de Belo Horizonte, por meio de email, questionando as obras de alargamento dos elevados e a forma de financiamento. Porém, o Executivo Municipal se limitou a falar de outras intervenções que estão sendo realizadas no Anel Rodoviário.
Por meio de nota, a prefeitura afirmou que iniciou obras de readequação viária na interseção do Anel Rodoviário com a Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, conhecida como Via Expressa. O investimento é de R$ 32,6 milhões nas intervenções, com recurso próprio da administração municipal.
Citou, ainda, que está em aberto um processo licitatório para a elaboração e execução de obras de três passarelas, localizadas nos bairros Madre Gertrudes, Bernadete e no trevo do São Francisco. O valor teto da licitação é de quase R$ 13 milhões.
Por fim, explicou que a Subsecretaria Municipal de Zeladoria Urbana (Suzurb) também abriu licitação para a restauração, recuperação e melhoramento do pavimento da rodovia. O investimento estimado é de R$ 138 milhões, com recursos da Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura. O contrato terá vigência inicial de 36 meses.
