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Canetas emagrecedoras: OMS lança regras e faz alerta

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OMS define regras para remédios de emagrecimento

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Pela primeira vez na história, a Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu medicamentos injetáveis para diabetes e que são usados também a redução de peso em suas diretrizes oficiais de tratamento, como por exemplo Ozempic, Wegovy ou Mounjaro. O documento, divulgado nesta semana, marca uma mudança de paradigma ao reconhecer a obesidade como uma doença crônica complexa, mas faz um alerta claro: as famosas “canetas emagrecedoras” não são uma solução mágica e não devem ser usadas isoladamente.

A nova diretriz valida o uso de medicamentos (como os análogos de GLP-1, classe a que pertencem substâncias como a semaglutida e liraglutida) como parte do arsenal médico. Isso é um passo importante para tirar o estigma de que a obesidade se resolve apenas com “força de vontade”.

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No entanto, a recomendação da OMS é classificada como “condicional”. Isso significa que, embora os benefícios sejam comprovados para a saúde, ainda há incertezas sobre os efeitos do uso contínuo por longos períodos (décadas) e sobre o custo-benefício para os sistemas de saúde pública.

Os 3 Pilares da Nova Diretriz

O documento da OMS é extenso, mas pode ser resumido em três pontos fundamentais para quem busca tratamento:

  1. Remédio sozinho não funciona

    A organização é enfática: o uso das canetas deve ser exclusivamente acompanhado de mudanças no estilo de vida. O texto reforça que a medicação serve para ajudar na adesão a uma dieta saudável e prática regular de exercícios físicos, e não para substituí-los. Sem a mudança de hábitos, o tratamento perde eficácia e sustentabilidade.
  2. Foco na obesidade, não na estética

    As diretrizes são voltadas para o tratamento da obesidade como doença. O objetivo é melhorar a saúde metabólica e reduzir riscos de comorbidades (como diabetes e problemas cardíacos), desencorajando o uso puramente estético por pessoas que não se enquadram nos critérios clínicos de obesidade.
  3. Restrições de público

    Por enquanto, a recomendação da OMS foca na população adulta. O órgão pede cautela e mais estudos antes de recomendar largamente o uso desses medicamentos para crianças e gestantes, grupos onde a segurança a longo prazo ainda precisa de mais evidências.

Por que isso é importante agora?

A divulgação acontece em um momento onde a busca por medicamentos como o Ozempic e o Wegovy explodiu mundialmente, muitas vezes gerando escassez nas farmácias e uso indiscriminado sem receita médica. Com esse documento, a OMS tenta padronizar o tratamento, orientar governos e evitar que o acesso aos remédios aprofunde as desigualdades de saúde entre países ricos e pobres.

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Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

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