PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Quais alimentos causam mau hálito? Dentista explica o que acontece no organismo

Siga no

(Foto: Freepik)

Compartilhar matéria

Você escova os dentes direitinho depois do almoço, usa fio dental, passa enxaguante — e mesmo assim sente que o hálito não está lá grandes coisas? O problema pode estar no prato. Alguns alimentos desencadeiam reações químicas no organismo que prolongam o mau hálito por horas, mesmo com higiene bucal impecável. E não: não é só o cheiro do que você comeu que fica na boca.

Segundo a cirurgiã-dentista Karla Magalhães Alves, mestre em Odontopediatria e especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial, os alimentos mais associados à halitose são aqueles ricos em compostos sulfurados ou que favorecem a produção dessas substâncias na cavidade bucal — como alho, cebola, café, bebidas alcoólicas, alimentos ricos em proteínas e ultraprocessados com alto teor de açúcar.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Por que o alho e a cebola causam mau hálito mesmo depois de escovar os dentes?

O mecanismo vai muito além do resíduo que fica na boca. No caso do alho e da cebola, compostos sulfurados voláteis são absorvidos pela corrente sanguínea após a digestão e eliminados pelos pulmões durante a respiração — o que explica por que o mau hálito persiste mesmo depois da escovação.

“Bactérias presentes principalmente no dorso da língua e em bolsas periodontais metabolizam resíduos alimentares, especialmente proteínas, liberando compostos sulfurados voláteis, que são os principais responsáveis pela halitose”, explica Karla Magalhães Alves. Ou seja, trata-se de uma combinação entre resíduos alimentares, metabolismo bacteriano e processos sistêmicos — não apenas o cheiro do que foi ingerido.

Qual a diferença entre mau hálito causado por alimentação e halitose crônica?

Nem todo mau hálito tem a mesma origem, e saber diferenciá-los ajuda a buscar o tratamento correto. A halitose de origem alimentar tende a ser temporária: aparece após o consumo de determinados alimentos e melhora ao longo do dia ou com medidas de higiene.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Já a halitose de origem bucal — a mais comum — está ligada ao acúmulo de biofilme lingual (saburra), doença periodontal ou higiene oral inadequada. Existe ainda a halitose de origem sistêmica, que pode estar associada a condições como alterações gastrointestinais, doenças respiratórias, diabetes descompensado ou problemas hepáticos e renais.

“O paciente pode suspeitar da origem observando a persistência do odor. Se o mau hálito ocorre apenas após certos alimentos e desaparece com higiene, é provavelmente alimentar. Se persiste diariamente, mesmo com boa higiene, é fundamental buscar avaliação odontológica e, se necessário, médica”, orienta a especialista.

Escovar os dentes logo após comer resolve o mau hálito?

Ajuda, mas nem sempre é suficiente — especialmente quando o alimento já foi absorvido pelo organismo. A estratégia mais eficaz, segundo a dentista, é uma abordagem combinada:

  • Escovação completa, com atenção especial à limpeza do dorso da língua, que concentra grande parte das bactérias produtoras de odor
  • Uso diário do fio dental, essencial para remover resíduos e biofilme nas regiões interdentais
  • Hidratação frequente, que estimula o fluxo salivar e auxilia na limpeza natural da boca
  • Enxaguantes específicos para halitose, com substâncias como zinco e cloreto de cetilpiridínio (CPC)

⚠️ Atenção: a clorexidina, embora tenha ação antimicrobiana potente, não é indicada para uso rotineiro no controle do mau hálito. “Seu uso é mais direcionado ao tratamento de doenças gengivais e deve ser feito por períodos curtos e sob orientação profissional, devido a possíveis efeitos colaterais, como alteração de paladar e pigmentação dentária”, alerta Karla Magalhães Alves.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Quando o mau hálito pode indicar um problema de saúde mais sério?

Quando a halitose persiste mesmo com boa higiene e dieta controlada, o sinal merece investigação. Segundo a cirurgiã-dentista, o primeiro passo é descartar causas bucais — como doença periodontal, saburra lingual persistente, cáries extensas, próteses mal adaptadas ou redução do fluxo salivar.

Caso essas condições sejam descartadas ou tratadas sem resolução do quadro, a investigação se amplia para causas extraorais: sinusites crônicas, amigdalites, alterações gastroesofágicas, diabetes descompensado ou doenças hepáticas e renais.

“A persistência do mau hálito não deve ser negligenciada, pois pode, em alguns casos, funcionar como um sinal clínico relevante de condições sistêmicas que exigem diagnóstico e tratamento adequados”, reforça a especialista.

Compartilhar matéria

Siga no

Carol Ferraris

Jornalista, pós graduada em produção de jornalismo digital pela PUC Minas. Produtora multimídia de entretenimento na Rádio 98, com passagens pelo Estado de Minas e TV Alterosa.

Webstories

Mais de Entretenimento

Mais de Saúde

Caneta emagrecedora reduz o efeito do botox? Dermatologista de BH explica

Fubá, cosméticos, protetor solar e repelente: Anvisa proíbe diferentes produtos por irregularidades

Alerta: Anvisa manda recolher sardinha por risco de contaminação por Salmonella

Fobia de dentista: a odontofobia tem nome, CID e afeta milhões de brasileiros

Anvisa suspende xaropes com clobutinol por risco de arritmia grave

Anvisa suspende venda de xaropes para tosse por risco de arritmia grave

Últimas notícias

Precisando vencer, Atlético encara o Juventud-URU em Montevidéu

IR 2026: chance maior de inclusão no primeiro lote termina domingo

Zema e Erika Hilton trocam críticas sobre trabalho infantil: ‘vive de mentiras’; ‘nunca trabalhou de verdade’

Prefeito de Jequitinhonha lamenta morte do filho em BH e pede privacidade após ‘perda irreparável’

Lula libera R$ 305 milhões para vítimas de enchentes em três estados

Moraes nega redução de pena para ‘Débora do Batom’

Justiça aceita ação contra Pedro Rousseff de BH por vídeo sobre Nikolas Ferreira

Morre terceira vítima de queda de avião que atingiu prédio em BH

Atlético viaja com titulares para o Uruguai busca reação na Sul-Americana