O SUS (Sistema Único de Saúde) ampliou o uso da membrana amniótica como alternativa terapêutica para pacientes com feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares. A medida foi oficializada pelo Ministério da Saúde após recomendação da Conitec e publicação de novas portarias.
A expectativa do governo é que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados por ano com a tecnologia.
O que é a membrana amniótica
A membrana amniótica é um tecido retirado da placenta durante o parto e utilizado na chamada medicina regenerativa. Ela possui propriedades anti-inflamatórias, cicatrizantes e antibacterianas. Essas características ajudam a acelerar a recuperação de lesões e reduzir complicações clínicas.
Como o tratamento funciona na prática
O material é aplicado diretamente sobre feridas ou áreas lesionadas, funcionando como um curativo biológico.
No caso do pé diabético, um dos principais avanços está na velocidade de recuperação:
- a cicatrização pode ser até duas vezes mais rápida em comparação aos curativos tradicionais
Além disso, o uso do tecido contribui para:
- redução do risco de infecções
- diminuição da dor
- menor necessidade de internações prolongadas
Uso já existia no SUS para queimaduras
A tecnologia não é totalmente nova na rede pública. Desde 2025, a membrana amniótica já vinha sendo utilizada no tratamento de queimaduras extensas, com resultados positivos na recuperação de pacientes.
Agora, o uso foi ampliado para outras condições de alta demanda no sistema.
Aplicação em doenças oculares
O novo protocolo também inclui o tratamento de alterações na superfície ocular.
A membrana pode ser utilizada em casos como:
- glaucoma
- queimaduras oculares
- inflamações
- perfurações
- úlceras de córnea
Nessas situações, o tecido ajuda a:
- regenerar estruturas da superfície do olho
- reduzir dores
- melhorar a qualidade da visão
Impacto esperado no sistema de saúde
Segundo o Ministério da Saúde, a incorporação da tecnologia deve gerar efeitos diretos:
- melhora na qualidade de vida dos pacientes
- redução de complicações clínicas
- diminuição de custos hospitalares
- menor tempo de internação
A estratégia também posiciona o Brasil entre os países que utilizam terapias regenerativas no sistema público de saúde.
O que muda para o paciente
Na prática, o acesso ao tratamento passa a ser ampliado dentro da rede pública. Isso significa:
- mais opções terapêuticas no SUS
- maior chance de recuperação em casos complexos
- tratamento mais rápido para feridas crônicas
Entenda
Para que serve a membrana amniótica?
Para acelerar a cicatrização e reduzir inflamações.
Quem pode usar?
Pacientes com feridas crônicas, pé diabético e doenças oculares.
Já é usada no SUS?
Sim, desde 2025 em queimaduras; agora foi ampliada.
Qual o principal benefício?
Recuperação mais rápida e menos complicações.
