A secretária de imprensa da Casa Branca, Katie Zacharia, deixou o cargo nesta sexta-feira (16/10) após permanecer apenas cinco dias na função. Segundo o jornal The New York Times, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, demitiu a porta-voz do governo. O próprio republicano declarou publicamente que a posição não se adequava ao perfil da profissional.
Trump comunicou que conversou diretamente com Zacharia para sugerir a reconsideração do posto frente à intensa pressão midiática. O presidente justificou a saída precoce ao mencionar o tratamento duro que a ex-comentarista vinha recebendo dos veículos de comunicação.
A estreia de Zacharia na função ocorreu na última terça-feira em uma coletiva atípica e marcada pelo visível nervosismo. A porta-voz atendeu brevemente apenas três repórteres, confundiu o próprio marido com o presidente e encerrou a entrevista em apenas 15 minutos.
Zacharia havia assumido o posto em substituição a Karoline Leavitt, que deixou a comunicação do governo norte-americano para se dedicar à família. No entanto, a rápida passagem da ex-comentarista pela Casa Branca gerou forte desgaste e repercussão na imprensa internacional.
Erros na coletiva e inconsistências no currículo
O fator determinante para a queda da porta-voz envolveu questionamentos diretos sobre as suas credenciais profissionais. O desgaste aumentou após jornais revelarem que a secretária não possuía licença para exercer a advocacia nos Estados Unidos.
Embora se apresentasse publicamente como advogada e assessora jurídica, Zacharia nunca obteve a habilitação da ordem. A ex-apresentadora formou-se em Direito pela Universidade Pepperdine em 2011, mas não conquistou a aprovação no exame profissional obrigatório.
A própria ex-secretária admitiu a reprovação no exame da ordem durante entrevista concedida à rede de televisão Fox News na noite de quinta-feira. As respostas vagas prestadas aos jornalistas nos dias anteriores amplificaram a crise de credibilidade em torno de seu nome.
Com isso, a imprensa dos Estados Unidos classifica o episódio como uma das saídas mais rápidas da história recente na comunicação do governo norte-americano. A Casa Branca deve anunciar um novo nome para assumir a relação oficial com os jornalistas nos próximos dias.
