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Cancelamento da Stock Car em Belo Horizonte gera perda econômica para Minas

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A edição de 2024 da Stock Car em Belo Horizonte gerou 250 milhões de reais em movimentação econômica na região metropolitana durante os dias de realização (Foto: Reprodução/Redes Sociais).

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O cancelamento da 5ª etapa da BRB Stock Car, prevista para acontecer em Belo Horizonte, acendeu o alerta sobre os impactos da insegurança jurídica na realização de grandes eventos em Minas Gerais. A decisão de retirar a prova da capital foi confirmada por Sérgio Sette Câmara, CEO da Speed Seven, empresa responsável pela organização do Stock Car Festival, em entrevista à Rede 98.

Segundo o empresário, impasses com órgãos públicos, especialmente com o Ministério Público Federal (MPF), foram determinantes para a não realização da etapa em 2025. “A insegurança jurídica foi o motivo que levou ao cancelamento da Stock Car em Belo Horizonte”, afirmou. Entre as polêmicas citadas estão as divergências em torno das medições de poluição sonora próximas à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que já haviam gerado conflitos em edições anteriores do evento.

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O caso da Stock Car exemplifica como entraves jurídicos e institucionais podem afetar a tomada de decisão de investidores e organizadores de eventos. “O empresário faz uma conta simples: se em outro lugar há mais segurança e previsibilidade, é para lá que o evento vai”, comentou o colunista e comentarista do Programa “Meio Dia em Pauta”, Gustavo Moreira. A etapa que não será mais realizada em BH deve ocorrer novamente em Cascavel, no Paraná, cidade que, no ano anterior, recebeu o evento após polêmicas semelhantes na capital mineira.

Os impactos vão além do cancelamento em si. De acordo com dados da edição de 2024 da Stock Car em Belo Horizonte, o evento gerou 250 milhões de reais em movimentação econômica na região metropolitana durante os dias de realização. Foram 4 mil empregos indiretos criados e 100% de ocupação hoteleira na região da Pampulha, além de 75% de ocupação da rede hoteleira da capital, números significativamente acima da média habitual.

Gustavo Andrade alerta que os prejuízos não se limitam à dimensão financeira imediata. “É a imagem da cidade que se desgasta. Sinais de insegurança jurídica afastam futuros investimentos e dificultam a consolidação de Belo Horizonte no circuito de grandes eventos nacionais”, avalia Gustavo. “A perda, nesse sentido, é também qualitativa: o evento poderia contribuir para posicionar a cidade no radar da indústria de serviços, turismo e entretenimento”, completou o comentarista.

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Além disso, há o impacto direto na população, que perde com a retração de setores como hotelaria, transporte, alimentação e comércio. “Cada turista que deixamos de receber é uma renda que deixa de circular internamente”, destaca Gustavo Andrade. O receio, agora, é que outras iniciativas culturais e esportivas deixem de considerar Belo Horizonte como sede diante do cenário de instabilidade institucional.

Embora a organização da Stock Car não descarte a possibilidade de retornar à capital mineira em 2026, o empresário Sérgio Sette Câmara foi direto: “Se a insegurança jurídica continuar, 2026 pode ser o último ano da Stock Car em Belo Horizonte.”

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Kellen Lanna

Jornalista graduada pela UFSJ. Supervisora de distribuição na 98 FM/ 98 News.

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