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O PT e a esquerda ainda procuram palanque em Minas; a direita procura unidade

Por

Paulo Leite

Paulo Leite
  • 20/05/2026
  • 08:54

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Porque a pergunta agora, é simples: Lula terá um palanque competitivo em Minas Gerais? (Arquivo EBC + 98 News)

Porque a pergunta agora, é simples: Lula terá um palanque competitivo em Minas Gerais? (Arquivo EBC + 98 News)

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A política mineira entrou numa daquelas fases em que o silêncio diz muito, a ausência pesa mais do que a presença e cada movimento de bastidor parece uma competição de ilusionistas, onde ninguém mostra a mão.

A informação de que o presidente nacional do PT, Edinho Silva, descarta a possibilidade de Rodrigo Pacheco ser o candidato da esquerda, da centro-esquerda e do PT ao governo de Minas muda o ambiente político do Estado. Não é uma notícia pequena. É quase uma certidão de orfandade eleitoral para o campo lulista em Minas.

Porque a pergunta agora, é simples: Lula terá um palanque competitivo em Minas Gerais?

No plano nacional, Lula continua sendo um candidato forte. Tem a máquina federal, tem recall, tem base social, tem capacidade de articulação e, apesar das dificuldades econômicas, políticas e fiscais, ainda amplia suas possibilidades de reeleição. Isso, naturalmente, preocupa o campo da direita. Mas uma eleição presidencial não se vence apenas em Brasília, nem apenas no horário eleitoral. Ela se vence nos Estados. E Minas, como sempre, é uma espécie de coração geográfico e político do Brasil.

Minas não é detalhe. Minas é bússola.

Foi por isso que Rodrigo Pacheco aparecia como um nome tão importante para Lula. Pacheco era a ponte possível entre o lulismo e o eleitorado moderado. Tinha perfil institucional, trânsito em Brasília, boa conversa com setores empresariais, jurídicos e políticos, além de uma imagem menos marcada pela polarização. Era o nome capaz de dar ao palanque de Lula em Minas uma cara mais ampla, menos petista, mais mineira.

Sem Pacheco, o PT volta ao ponto de partida.

E o ponto de partida é desconfortável.

O partido não tem hoje um nome natural, consensual e imediatamente competitivo para disputar o governo de Minas. Tem possibilidades, hipóteses, ensaios, lembranças e desejos. Mas política não se faz apenas com desejo. Política se faz com estrutura, tempo, partido, base, discurso, dinheiro, território e vontade.

O nome de Josué Gomes sempre circula como alternativa de prestígio. Filho de José Alencar, empresário respeitado, ligado historicamente ao campo do desenvolvimento industrial e com boa interlocução no universo lulista, Josué tem simbologia forte. Mas uma candidatura dele ao governo de Minas, neste momento, parece difícil, quase improvável. Não basta ter nome. É preciso ter campanha. E uma campanha ao governo de Minas não nasce em laboratório. Nasce no chão do Estado, nas alianças municipais, na Assembleia, nas regiões, no empresariado, nos movimentos sociais, nas prefeituras, nos partidos e no tempo. E tempo, nesse caso, é justamente o que falta a Josué.

Tem também um candidato que anda à procura de holofotes e palanques, fica acenando a bandeirinha do PSB, como a dizer: estou aqui, à disposição de vocês. É Jarbas Soares, ex-procurador geral de justiça, ligado ao Pimentelismo, uma mala menor do PT em Minas, mas que vê nele uma alternativa. Jarbas enfrentaria as mesmas dificuldades de Josué, além da incógnita percepção do porquê ele entrou para a política.

Outra possibilidade é Alexandre Kalil. Kalil tem recall, conhece Belo Horizonte, fala a língua direta do eleitor e já demonstrou força eleitoral. Mas também carrega resistências pesadas dentro do próprio campo da esquerda e da centro-esquerda. Há quem o veja como o nome natural para dar palanque a Lula em Minas. Mas há também quem o considere difícil de unificar, complicado de acomodar e pouco palatável para parte das bases políticas e sociais que orbitam o PT.

Kalil é daqueles personagens que não entram em cena de mansinho. Ele chega chutando a porta, arrastando cadeira e mudando o clima da sala. Isso pode ser força. Mas também pode ser problema.

Na Assembleia Legislativa, entre os deputados progressistas, esse debate aparece dividido. Uma ala entende que, mesmo com dificuldades, Kalil seria o caminho mais óbvio para a esquerda ter uma candidatura competitiva. Outra ala olha com simpatia para o nome de Gabriel Azevedo, do MDB. E aí começa uma operação política mais sofisticada.

Gabriel Azevedo ganha espaço justamente pelo vazio deixado por Pacheco. Pode se apresentar como nome de centro, com capacidade de conversar com setores da centro-esquerda e talvez até com parte do campo lulista. Mas essa travessia não é simples. Para receber apoio da esquerda, Gabriel teria de fazer um exercício político intenso. Teria de construir pontes, reduzir desconfianças e mostrar que não seria apenas um palanque de conveniência.

A esquerda teria de engolir Gabriel. E Gabriel teria de caber na esquerda sem deixar de ser Gabriel.

Não é uma engenharia simples. É quase obra em encosta de morro: qualquer erro de cálculo, desce tudo.

O fato é que o PT mineiro está diante de uma encruzilhada. Pode tentar uma candidatura própria sem força suficiente. Pode apoiar Kalil e enfrentar resistências internas. Pode buscar Josué, mesmo com baixíssima probabilidade de viabilização em tempo hábil. Pode conversar com Gabriel Azevedo e tentar construir uma solução de centro. Ou pode acabar empurrado para uma composição menor, mais defensiva, apenas para garantir algum palanque a Lula no Estado.

E a direita?

Enquanto a esquerda procura um nome, a direita e a centro-direita também não vivem exatamente como um paraíso de organização.

Mateus Simões, governador de Minas, continua sendo candidato viável. Tem a máquina na mão, tem visibilidade institucional e representa a continuidade do ciclo político iniciado por Romeu Zema. Mas sua candidatura ainda enfrenta dificuldades para unir de forma plena os partidos de direita e centro-direita. E, numa eleição fragmentada, a viabilidade pode virar vulnerabilidade.

Simões precisa transformar o governo em narrativa. Precisa convencer que continuidade não é apenas permanência, mas avanço. Precisa mostrar entrega, capacidade administrativa e liderança política. A máquina ajuda, claro. Mas a máquina não abraça, não emociona e não resolve sozinha a disputa majoritária.

Do outro lado, Cleitinho Azevedo tenta se firmar como candidato competitivo. Tem popularidade, fala direta, presença digital e enorme capacidade de produzir fatos para as redes sociais. Mas também sofre com seus próprios excessos. O episódio em que fez diretores da Copasa beberem água numa audiência pública pode render cortes, curtidas e aplausos fáceis. Mas também expõe uma dúvida: isso é fiscalização séria ou espetáculo desnecessário?

Cleitinho entende a linguagem das redes. Sabe acionar a indignação. Sabe falar com o eleitor que se sente enganado, abandonado ou irritado com a política tradicional. Mas governar Minas exige mais do que performance. Exige composição, serenidade, preparo, equipe, diálogo com a Assembleia e capacidade de lidar com uma máquina pública complexa.

E há ainda Flávio Roscoe, que aparece como possibilidade no PL. O nome dele representa outro caminho. O de uma candidatura com perfil empresarial, mais voltada à agenda econômica, ao discurso de gestão, produtividade, indústria e ambiente de negócios. Roscoe poderia oferecer ao PL uma alternativa menos estridente e mais programática. Mas ainda há muitas perguntas sem resposta.

Ele será mesmo candidato? Conseguirá falar fora do ambiente empresarial? Terá apoio orgânico do bolsonarismo mineiro? O PL vai bancar uma candidatura própria até o fim? E quem seria o vice?

Essa indefinição é decisiva. Na política, vice não é enfeite de bolo. Vice amplia território, corrige fraqueza, sinaliza aliança e, muitas vezes, revela a alma da chapa.

Portanto, o quadro mineiro está longe de ser fechado.

Então, como é que fica?

A esquerda perdeu Pacheco e procura um palanque, e agora discute se aceita Kalil, se tenta Josué, Jarbas, se conversa com Gabriel ou se inventa uma quarta via de última hora. A direita tem Mateus Simões com a máquina, Cleitinho com as redes e Roscoe como hipótese empresarial no PL. Todos têm ativos. Todos têm problemas.

Essa é a beleza e o tormento da política mineira: ninguém ganha por antecipação.

Minas costuma desconfiar dos favoritos, testar os aventureiros e cobrar dos moderados uma dose extra de coragem. Aqui, eleição não se resolve apenas no grito, nem apenas no acordo de cúpula. Minas gosta de conversa comprida, café quente e decisão fria.

Hoje, a esquerda tem um problema concreto: precisa de palanque em Minas, mas ainda não encontrou o nome. A direita tem outro problema: tem nomes, mas ainda não encontrou unidade. E o centro, como sempre, fica ali, olhando para os dois lados, esperando o momento certo para atravessar a rua.

A sucessão mineira, portanto, começa marcada por uma ironia. Há muitos personagens, mas ainda falta protagonista.

E, quando falta protagonista, o eleitor é quem vira o diretor da peça.

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Sociólogo e jornalista. Colunista dos programas Central 98 e 98 Talks. Apresentador do programa Café com Leite.

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