Executivos das principais empresas de inteligência artificial reconhecem os riscos do avanço acelerado da tecnologia, mas nenhum deles parece disposto a desacelerar sozinho. O motivo está na disputa por mercado, capital, talentos e liderança tecnológica, que cria um incentivo para que cada empresa continue avançando mesmo quando considera necessário impor limites. O mesmo dilema aparece na relação entre Estados Unidos e China e remete à corrida nuclear: sem confiança e mecanismos de controle, todos têm motivos para seguir em frente, ainda que saibam que o resultado pode ser mais arriscado para todos.
